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Goiânia

STJ determina que João de Deus, no hospital desde março, volte à prisão

Ele está desde 22 de março em um hospital de Goiânia para tratar de um aneurisma no abdômen.

Publicado em 04 de Junho de 2019 às 20:25

Publicado em 

04 jun 2019 às 20:25
Justiça nega pedido de soltura de João de Deus Crédito: Divulgação/TV Brasil

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou nesta terça (4) o retorno de João de Deus à prisão e cassou a liminar que possibilitou a internação médica do autointitulado médium - ele está desde 22 de março em um hospital de Goiânia para tratar de um aneurisma no abdômen.

Por maioria, a Sexta Turma da corte avaliou como válidas as razões para a prisão e negou dois pedidos de habeas corpus.

O relator do processo, o ministro Nefi Cordeiro, avaliou que o réu teve recente melhora de saúde. Segundo Cordeiro, isso permite a continuidade do tratamento médico de João na prisão.

O ministro ressaltou que ambos os decretos prisionais contra João de Deus-- por suspeita de abusos sexuais e por posse ilegal de armas de fogo "foram devidamente fundamentados".

Os ministros Laurita Vaz, Rogerio Schietti Cruz e Antonio Saldanha Palheiro seguiram este mesmo entendimento. Apenas o ministro Sebastião Reis Júnior votou pela concessão dos habeas corpus. 

A defesa de João de Deus havia recorrido de uma decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) que negou o pedido de prisão domiciliar baseado nas suas condições de saúde.

No pedido, a defesa também sustentou que a prisão preventiva foi decretada exclusivamente com base no clamor público e classificou a medida como "inadmissível".

A defesa havia pedido à Justiça para que João de Deus ficasse em um sistema de "home care", de assistência em casa, por estar com saúde debilitada. O médium foi preso em dezembro do ano passado.

Denunciado em nove processos A primeira denúncia contra o médium, por estupro de vulnerável e violação sexual, foi acolhida pela Justiça em 9 de janeiro deste ano. Dias depois, ele virou réu pela segunda vez por estupro de vulnerável e violência sexual mediante fraude.

Em fevereiro, João de Deus e a mulher dele, Ana Keyla Teixeira Lourenço, viraram réus por posse ilegal de arma de fogo e munições.

As denúncias seguintes também envolvem crimes sexuais, sendo a última em 28 de maio pelo MP-GO, por estupro de vulnerável contra seis vítimas praticados em sala privativa durante os atendimentos espirituais que ele realizava em Abadiânia (GO).

Desde o surgimento dos casos, o Ministério Público recebeu ao menos 500 acusações de mulheres contra o médium.

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