BRASÍLIA - O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a extensão da votação do segundo turno das eleições neste domingo (25) até as 19h em todo o país após o registro de problemas com o transporte de eleitores em diversos estados. O pedido foi feito pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição.
A equipe do petista já havia pedido a prorrogação nas cidades de São Paulo, Salvador, Lauro de Freitas (BA) e Feira de Santana (BA) sob a justificativa de que não foram colocados ônibus à disposição dos eleitores em número suficiente nesses locais.
Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, pediu a ampliação da votação ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), restrita a cidades dos estados de São Paulo, do Paraná e de Santa Catarina. De acordo com a equipe, a medida excepcional seria justificada pelas condições climáticas nessas regiões, que registra chuvas intensas, deslizamentos, alagamentos e bloqueios de vias.
"Do outro lado da balança está o eleitor que, diante de rua alagada, teria de escolher entre a própria segurança e o voto. A proporcionalidade resolve-se em favor do eleitor", dizem os advogados.
O pedido quer a prorrogação até às 19h deste domingo (25) nos municípios paulistas de São Paulo (capital), Jundiaí, Itapevi, Americana, Santa Bárbara d'Oeste, Itapetininga, Botucatu, Apiaí, Ribeira e Iporanga. No Paraná seria em Curitiba e Guaratuba; e em Santa Catarina a ampliação seria para Tijucas, Videira, Trombudo Central, Joaçaba e Águas de Chapecó.
Em declaração a jornalistas em frente à sua casa, no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, Lula afirmou que quase 40% dos ônibus da capital paulista foram retirados de circulação e citou problemas semelhantes em cidades de diferentes estados, incluindo Salvador, Feira de Santana, Recife, Teresina e João Pessoa.
"Não é possível, em pleno século 21, você ter prefeito tentando coibir o povo de exercer o seu livre direito democrático de votar", disse. "É inexplicável numa cidade como São Paulo."
Lula também afirmou que pretende pedir a prisão de prefeitos que, segundo ele, tenham atuado para dificultar o deslocamento de eleitores. "Depois das eleições, o próximo passo é pedir a prisão desse prefeito por crime eleitoral", declarou.