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'Quando Lula perseguiu evangélicos ou um pastor?', questiona Gleisi sobre acusação de que PT vai fechar igrejas

'Quando Lula perseguiu evangélicos ou um pastor?', questiona Gleisi sobre acusação de que PT vai fechar igrejas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta segunda-feira (15) que o partido estuda entrar com representação contra o deputado Marco Fel...

Publicado em 15 de agosto de 2022 às 15:22- Atualizado há 2 anos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta segunda-feira (15) que o partido estuda entrar com representação contra o deputado Marco Feliciano (PL-SP) após ele admitir ter espalhado a informação de que, se eleito, Lula (PT) fecharia templos.

O parlamentar, que também é pastor evangélico da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento, afirmou à rádio CBN que "alertou" os fiéis de que uma suposta "perseguição" de Lula poderia "culminar no fechamento de igrejas".

"Conversamos sobre o risco de perseguição, que pode culminar no fechamento de igrejas. Tenho que alertar meu rebanho de que há um lobo nos rondando, que quer tragar nossas ovelhas através da enganação e da sutileza. A esmagadora maioria das igrejas está anunciando a seus fiéis: tomemos cuidado", disse ele.

Feliciano é um dos parlamentares mais próximos do presidente Jair Bolsonaro.

"Lula governou esse país por oito anos. Quando é que fechou uma igreja, perseguiu evangélicos, um pastor?", disse Gleisi Hoffman.

"Foi nossa, foi dele a sanção da lei da liberdade religiosa, já em dezembro de 2003, e foi do Lula também em setembro de 2009 a sanção da lei que marcou o Dia Nacional da Marcha para Jesus. Sempre respeitou todas as religiões. Então vamos enfrentar esse debate com muita tranquilidade e clareza, mostrando para o povo que eles querem ganhar com mentira, com medo sobre a população", segue a presidente do PT.

Ela afirmou que o partido está "estudando" acionar Feliciano na Justiça.

"Vamos estudar todas as possibilidades. O que não pode é deixar que a campanha vá para fake news, para mentira, eles não têm o que debater com povo brasileiro", disse a petista. "Essa não é uma disputa religiosa, tem que deixar isso claro. É disputa política. Você disputa projeto para o país. Mas obviamente que nesse bojo a gente tem que esclarecer as mentiras e as fake news."

Procurado, Marco Feliciano não respondeu às mensagens enviadas pela reportagem.

Gleisi não descarta ainda a hipótese de Lula se manifestar pessoalmente contra o que ela chama de fake news veiculadas pelos opositores bolsonaristas.

Como a coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo antecipou, o partido já criou peças publicitárias para lembrar que Lula é cristão e sancionou a lei da liberdade religiosa, além de outra que instituiu o Dia Nacional da Marcha para Jesus.

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"Se precisar, vamos fazer fala específica, não há problema nesse sentido. Estão entrando nessa seara porque não têm proposta para o Brasil", finalizou a deputada.

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