Publicado em 13 de agosto de 2025 às 09:58
A Polícia Civil do Amapá prendeu nesta terça-feira (12) sete homens, sendo cinco policiais militares, um guarda civil municipal e um garimpeiro, por envolvimento na morte de oito garimpeiros em uma área de garimpo ilegal na divisa entre o Amapá e o Pará. Os suspeitos, que não tiveram os nomes divulgados, foram presos na capital Macapá e no município de Laranjal do Jari. Eles passarão por audiência de custódia nesta quarta (13).
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As vítimas, nove amapaenses, foram atacadas no início da semana, após supostamente serem confundidas com criminosos que teriam cometido um roubo na região dias antes. Apenas um integrante escapou com vida. Segundo a investigação, os garimpeiros foram assassinados enquanto retornavam do garimpo no lado paraense da divisa, a cerca de 200 metros do rio Jari.>
"A dinâmica indica que eles foram surpreendidos por pessoas que estavam esperando no porto, momento em que ocorreu o crime. Continuamos apurando detalhes específicos do caso", disse o delegado Breno Esteves. Um dos garimpeiros sobreviveu porque não estava presente no momento da execução. Ele permaneceu no garimpo enquanto os demais desciam. A polícia aguarda o laudo da necropsia para verificar se houve sinais de tortura antes dos assassinatos.>
Como as vítimas e suspeitos eram moradores do Amapá, o caso é investigado pelas autoridades amapaenses. Além das prisões, os agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão. O material apreendido, segundo a polícia, pode esclarecer a motivação e a identificação de outros possíveis envolvidos.>
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RELEMBRE O CASO >
No dia 1º, um grupo de nove garimpeiros saiu do Amapá com destino a uma área na fronteira entre o Amapá e o Pará, onde negociariam terras em uma região de garimpo ilegal. Eles deixaram duas caminhonetes estacionadas em um ponto de apoio e seguiram de barco até o local da negociação. Na segunda-feira (4), ao retornarem, usaram internet via satélite para avisar familiares que estavam a caminho de Laranjal do Jari. Minutos depois, perderam contato.>
Preocupadas, as famílias procuraram a delegacia na terça (5). No dia seguinte, moradores encontraram as duas caminhonetes incendiadas em um ramal isolado na região sul do Amapá. As buscas envolveram forças policiais dos dois estados, e os corpos foram encontrados em locais distintos, entre áreas de floresta e no rio Jari. O único sobrevivente relatou ter se escondido na mata até conseguir alcançar uma comunidade ribeirinha para pedir ajuda.>
Segundo as autoridades, as vítimas eram trabalhadores sem vínculo com atividades criminosas. A maioria atuava em áreas de garimpo, e uma das vítimas trabalhava na intermediação de compra e venda de terras.>
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