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Polícia indicia homem que abusou de enteada por 22 anos e teve filhos

Polícia indicia homem que abusou de enteada por 22 anos e teve filhos

Vítima conseguiu escapar do cárcere na semana passada em Araucária (PR). Padrasto começou a abusar sexualmente da vítima quando ela tinha 7 anos. Atualmente, a mulher tem 29

Publicado em 26 de setembro de 2025 às 09:58

Operação da Polícia Civil do Paraná para resgatar mulher vítima de cárcere privado em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba
Operação da Polícia Civil do Paraná para resgatar mulher vítima de cárcere privado em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba Crédito: Divulgação/Polícia Civil do Paraná

A Polícia Civil do Paraná indiciou o homem suspeito de manter a enteada em cárcere privado por 22 anos, abusar sexualmente da vítima e ter três filhos com ela nesse período. O padrasto foi indiciado por oito crimes: estupro de vulnerável; estupro; cárcere privado qualificado; perseguição; provocar danos emocionais à vítima; participação em crimes de estupro contra a própria enteada; filmar os abusos sofridos pela enteada praticados por outros homens; e constrangimento legal.

Caso foi concluído pela polícia e encaminhado ao Ministério Público do Paraná. Caberá à promotoria decidir se aceita as provas e oferece denúncia à Justiça, ou pede mais investigações. Por se tratar de um crime de estupro, a identidade do suspeito não foi divulgada. Não foi possível localizar sua defesa para pedir posicionamento. Segundo a polícia, o suspeito negou ter cometido os crimes. A Justiça paranaense manteve a prisão preventiva dele.

RELEMBRE O CASO

Vítima conseguiu escapar do cárcere na semana passada em Araucária (PR). Na ocasião, ela disse ao suspeito que precisava levar os filhos a uma consulta médica, mas foi para a delegacia da cidade e denunciou o padrasto. As informações são da Polícia Civil do Paraná. Padrasto começou a abusar sexualmente da vítima quando ela tinha 7 anos. Atualmente, a mulher tem 29.

Vítima teve três filhos com padrasto. O primeiro nasceu quando ela tinha 16 anos. As idades das outras crianças não foram divulgadas. Ela raramente tinha permissão para sair de casa. O suspeito também forçava a enteada a manter relações sexuais com outros homens e gravava os abusos, segundo o delegado do caso, Eduardo Kruger. Delegado disse que o padrasto mantinha controle emocional sobre a vítima para mantê-la em cárcere. Além de ser abusada sexualmente, ela também sofria abusos físicos, psicológicos e era monitorada por câmeras de segurança.

VÍTIMA ERA AMEAÇADA

Jovem classificou o padrasto como uma pessoa agressiva. "Eu tinha muito medo e ainda tenho", afirmou a mulher à RPC. Vítima relatou que o homem era possessivo e falava que "só a morte" separaria os dois. "Dizia que se eu não fosse dele, não seria de mais ninguém, que nossa separação seria só a morte", declarou. A mãe dela também disse à polícia que era violentada pelo suspeito durante o período em que ficaram juntos. A genitora, que é considerada testemunha pela polícia, relatou ainda que não sabia dos abusos sofridos pela filha.

EM CASO DE VIOLÊNCIA, DENUNCIE

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 —Central de Atendimento à Mulher— e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

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