Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • PF investiga corrupção envolvendo a Fundação Getulio Vargas (FGV)
Operação Sofisma

PF investiga corrupção envolvendo a Fundação Getulio Vargas (FGV)

A Polícia Federal investiga esquema suspeito de usar estudos e pareceres da FGV para fraudar licitações e corromper agentes públicos

Publicado em 17 de Novembro de 2022 às 11:55

Agência FolhaPress

Publicado em 

17 nov 2022 às 11:55
FABIO SERAPIÃO
BRASÍLIA, DF - A Polícia Federal cumpre nesta quinta (17) 29 mandados de busca e apreensão para avançar na investigação sobre a suspeita do uso de estudos e pareceres da FGV (Fundação Getúlio Vargas) para fraudar licitações e corromper agentes públicos.
Segundo a PF, a operação Sofisma mira um esquema de corrupção, fraudes a licitação, evasão de divisas e lavagem de dinheiro implementado por uma organização criminosa que utilizava a instituição de ensino.
Operação Sofisma, da Polícia Federal, mira um esquema de corrupção envolvendo a FGV
Operação Sofisma, da Polícia Federal, mira um esquema de corrupção envolvendo a FGV Crédito: Polícia Federal
O esquema envolvia órgãos federais e estaduais, segundo a PF, que contratavam a FGV com dispensa de licitação. As investigações, iniciadas em 2019, mostram que havia superfaturamento de contratos.
A instituição era usada “para fabricar pareceres que mascaravam o desvio de finalidade de diversos contratos, que resultaram em pagamento de propinas”.
“Apurou-se que, mais do que emitir pareceres inverídicos que camuflavam a corrupção dos agentes públicos, a entidade superfaturava contratos feitos por dispensa de licitação e era utilizada para fraudar processos licitatórios, encobrindo a contratação direta ilícita de empresas indicadas por agentes públicos, de empresas de fachada criadas por seus executivos e fornecendo, mediante pagamento de propina, vantagem a empresas que concorriam em licitações coordenadas por ela”, informa nota divulgada pela polícia.
A FGV chegou a ser alvo de investigações relacionadas à Lava Jato no Rio de Janeiro e foi apontada pelo ex-governador Sergio Cabral como um "biombo legal" que fabricava pareceres e estudos para esconder desvios em contratos públicos e pagamento de propina para agentes públicos.
"Como a FGV é uma instituição, com muita justiça, de reputação, ela sempre foi usada como um biombo, de cobertura legal para efetivação de entendimentos prévios, digamos assim. Ela fugia da licitação e dava cobertura legal para estudos feitos por nós", disse Cabral à época.
O inquérito na PF foi aberto após o surgimento dessas informações de desvios em contratos do governo fluminense envolvendo a FGV.
Após os recebimentos milionários para emitir os pareceres e estudos, o dinheiro era repassado para executivos da FGV que ocupavam postos de comando na entidade.
A PF apurou que esses executivos ocultavam a origem desses valores por meio de repasses para empresas de fachada no Brasil e, também, para offshores sediadas em paraísos fiscais como Suíça, Ilhas Virgens e Bahamas.
Procurada na manhã desta quinta, a instituição não respondeu a reportagem até a publicação deste texto.
Para os investigadores, essas transações indicam lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros possíveis ilícitos fiscais.
A operação foi autorizada pela 3ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro e os mandados de buscas são cumpridos em São Paulo e na capital fluminense. A Justiça também autorizou o sequestro de bens.
*Com informações da Agência Brasil

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Mislene de Jesus (destaque) colidiu com um carro em Vila Velha
Vídeo mostra acidente de moto que matou mulher em cruzamento de Vila Velha
Sesc Domingos Martins vai reforçar quadro de pessoal para alta temporada
Mutirão de emprego em hotel tem vagas com salários de até R$ 4 mil no ES
Imagem de destaque
Porteiro de escola é alvo de operação contra conteúdo de abuso infantil no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados