As polícias estaduais capixabas, entretanto, nunca integraram a iniciativa. Até agora. O governador Renato Casagrande (PSB) afirmou à coluna, nesta terça-feira (1), que "o governo vai participar".
"Está na fase final (dos procedimentos para formalizar a entrada no grupo). Nós, antes da eleição, já tínhamos ajustado isso. Os documentos estão no Ministério da Justiça, tenho que ver com o Eugênio (Ricas) como está a tramitação", contou.
Poderia tratar-se apenas de trâmites extremamente burocráticos, dado que o assunto se estende desde 2021. Mas há um componente político aí.
Ricas ganhou projeção à frente da PF, passou a aparecer frequentemente em entrevistas e a publicar artigos na imprensa. Não demorou para que surgisse a especulação de que teria a intenção de ser candidato nas eleições de 2022.
O superintendente permaneceu à frente da PF e a força-tarefa seguiu seu curso. A PRF está lá, as Guardas de Vitória e Vila Velha, também.
A coluna quis saber porque somente agora o governo decidiu participar do grupo, embora já desconfiasse da resposta. "Tínhamos um ambiente político ruim, tinha desconfianças", afirmou Casagrande.
"E nós já temos o programa Estado Presente. A gente discutiu com o Ricas o formato para que nossas forças policiais também tivessem protagonismo. As forças policiais são muito ciosas da sua participação. Todas elas querem ter um nível de coordenação e protagonismo", justificou Casagrande, nesta terça.
O protagonismo da força-tarefa, é verdade, tem ficado com a PF, que tomou a iniciativa. Agora, segundo o governador, deve haver um "coprotagonismo" das demais polícias.