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Violência

Padre é condenado a 26 anos de prisão por estuprar coroinha no interior de SP

A Diocese de Lins, no interior de São Paulo, a qual o padre pertence, disse que ele foi afastado do exercício do ministério.

Publicado em 27 de Agosto de 2025 às 10:14

Agência FolhaPress

Publicado em 

27 ago 2025 às 10:14
Padre Antônio de Souza Carvalho foi condenado por estupro em Penápolis (SP)
Padre Antônio de Souza Carvalho foi condenado por estupro em Penápolis (SP) Crédito: Reprodução/Folha
O padre Antônio de Souza Carvalho, 67, foi condenado a 26 anos e oito meses de prisão por estupro de um coroinha em Penápolis (SP). Segundo a sentença, foram ao menos dez episódios desde 2009, quando a vítima tinha 13 anos, e persistiram por cinco anos. O religioso pode recorrer da decisão em liberdade. A reportagem não conseguiu contato com o religioso nem com a defesa dele. A Diocese de Lins, no interior de São Paulo, a qual o padre pertence, disse que ele foi afastado do exercício do ministério.
A sentença da 1ª Vara da comarca de Penapólis, a 477 km de São Paulo, do juiz Vinicius Gonçalves Porto, foi publicada na sexta-feira (22). Conforme a sentença, os abusos teriam começado quando a vítima tinha 13 anos. Na época, o adolescente havia se mudado com a família da área rural para a urbana de Penápolis, e todos passaram a frequentar a paróquia Sagrada Família, no bairro Eldorado. Com o tempo, o adolescente passou a atuar como coroinha e a ajudar o padre na organização das missas na cidade e também na área rural. Os abusos teriam acontecido, principalmente, durante os trajetos até as missas realizadas na área rural.
Segundo o processo, durante o percurso feito de carro, o padre passava as mãos nas pernas e nas partes íntimas do adolescente, além de dar beijos em seu pescoço. Os abusos teriam ocorrido de 2009 a 2014, quando o padre foi transferido de cidade. Ainda conforme a decisão, apesar de os abusos terem ocorrido há mais de uma década, somente em 2023 a vítima teve coragem de fazer a denúncia. No decorrer do processo, o padre negou as acusações.
De acordo com o processo judicial, ao ser interrogado na fase policial, o padre ficou em silêncio. Já na audiência de instrução e julgamento, ele negou as acusações.
"Questionado sobre o crime que lhe está sendo imputado, disse que sempre foi um padre muito carinhoso na comunidade; o "gesto carinhoso" é sempre um beijo e um abraço; não passava as mãos nas partes íntimas da vítima", diz trecho do processo. Em nota, a Diocese de Lins disse que teve conhecimento da condenação, em primeira instância, na segunda-feira (25), após a informação ser vinculada na imprensa e acrescentou que o religioso foi afastado das funções.
"Desde que tomamos conhecimento da denúncia, envolvendo um suposto abuso sexual de menor, a Diocese adotou todas as medidas canônicas e pastorais cabíveis. O referido sacerdote foi afastado do exercício de seu ministério, conforme cân.1722 do CIC/83, e o caso foi imediatamente comunicado ao Dicastério para a Doutrina da Fé, em Roma, que determinou a instauração de um Processo Penal Administrativo, ainda em curso", diz trecho da nota assinada por dom João Gilberto de Moura, bispo de Lins.
A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) disse que não vai se manifestar sobre o assunto. Procurado, o Vaticano ainda não respondeu. O padre Antônio, mais conhecido como padre Toninho, começou a atuar na paróquia Sagrada Família em 2001, e seis anos depois ganhou o título de cidadão penapolense.
Segundo o site da Diocese de Lins, de 2014 a 2023 ele atuou como pároco na paróquia Nossa Senhora Rainha dos Anjos, em Reginópolis (SP) e depois foi transferido para a cidade de Luziânia, também no interior paulista. O padre segue no quadro do clero da diocese, porém não foi informada a cidade em que ele está.

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