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Padrasto confessa que matou menino por reclamar de saudade da mãe

Padrasto confessa que matou menino por reclamar de saudade da mãe

Investigado chegou a acionar uma ambulância do Samu para socorrer o enteado, dizendo que ele havia sofrido uma queda de bicicleta. Mãe da criança estava trabalhando no momento do crime

Publicado em 9 de novembro de 2022 às 15:07

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Um homem foi preso em flagrante, suspeito de matar o enteado de 3 anos. O padrasto confessou o crime e justificou ter se irritado com as reclamações da criança sobre sentir saudade da mãe, que estava trabalhando, segundo a Polícia Civil de Ceilândia (DF).

O crime aconteceu na tarde desta terça (8), com o investigado acionando uma ambulância do Samu para socorrer o menino, dizendo que ele sofreu uma queda de bicicleta. Depois que a criança chegou ao Hospital Regional de Ceilândia, a equipe médica desconfiou da gravidade das lesões da vítima, que não resistiu a uma parada cardíaca, e decidiu acionar a Polícia Civil.

As autoridades levaram o padrasto e a mãe do garoto, que foi à unidade de saúde após saber do suposto acidente, para a 19° DP, onde os dois prestaram depoimento.

A mãe da criança declarou que estava trabalhando quando recebeu a ligação do marido, avisando que a criança havia ido ao hospital após cair de bicicleta no quintal da casa da família. Em um primeiro momento, o padrasto manteve a mesma versão, alegando uma queda acidental, mas depois confessou, segundo a polícia, que agrediu o enteado depois que ele "ficou nervoso e agressivo com a ausência da mãe".

Ele afirmou que deu tapas nas pernas e costas da criança e que em um dos golpes o menino caiu com o rosto na quina de uma mesa e ficou desacordado. Ao ver a situação, o investigado teria "se arrependido" e acionado o Samu, que chegou a socorrer a vítima.

O delegado-chefe adjunto da 19ª DP, Thiago Boeing, declarou em nota da Polícia Civil, enviada à reportagem, que a mãe do menino foi liberada depois que a polícia descartou totalmente sua participação no crime. Já o suspeito deve ser indiciado por homicídio qualificado "por impossibilidade de defesa da vítima e motivo fútil".

"Agora, ele aguarda os procedimentos da Justiça atrás das grades", concluiu o delegado, mantendo em sigilo as identidades do investigado e da vítima - por esse motivo, não foi possível consultar a defesa do padrasto.

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