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Violência

Mulher provocou a morte da filha, da mãe e depois se matou, conclui inquérito em BH

Os quatro cães da família também foram encontrados mortos no imóvel, em avançado estado de decomposição.

Publicado em 27 de Junho de 2025 às 10:33

Agência FolhaPress

Publicado em 

27 jun 2025 às 10:33
Daniela Antonini (à esquerda), de 42 anos, a filha Giovanna, de 1 ano e 11 meses, e Cristina, de 68 anos, foram encontradas mortas no dia 9 de maio dentro de apartamento em Belo Horizonte
Daniela Antonini (à esquerda), de 42 anos, a filha Giovanna, de 1 ano e 11 meses, e Cristina, de 68 anos, foram encontradas mortas no dia 9 de maio dentro de apartamento em Belo Horizonte Crédito: Reprodução/Folha
A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu que Daniela Antonini, 42, provocou a morte da filha Giovanna, de 1 ano e 11 meses, e de sua mãe e avó da criança, Cristina Antonini, 68, antes de tirar a própria vida. Segundo o inquérito, divulgado nesta quinta-feira (26), as três morreram asfixiadas por monóxido de carbono. Os corpos foram encontrados no dia 9 de maio, em um apartamento no bairro Barro Preto, região centro-sul de Belo Horizonte.
A investigação apontou que Daniela teria planejado o ato em meio a um quadro de sofrimento psíquico, agravado por dificuldades emocionais e financeiras. "Chegamos à conclusão de que ela arquitetou o ato, o que caracteriza o crime de homicídio seguido de suicídio", afirmou a delegada Iara França Camargos, responsável pela investigação. O inquérito foi finalizado com pedido de arquivamento.
Os quatro cães da família também foram encontrados mortos no imóvel, em avançado estado de decomposição. A polícia estima que as mortes tenham ocorrido por volta da noite de 6 de maio. Cartas escritas por Daniela e Cristina, além de documentos médicos, foram recolhidos pela polícia e apontam que a mãe da criança sofria de transtorno bipolar desde a juventude, com histórico de tentativas de suicídio. Após o nascimento de Giovanna, que tinha uma condição congênita no esôfago, os sintomas teriam se intensificado.
A criança se alimentava por sonda e exigia cuidados constantes e em tempo integral. Dois meses antes da morte, Giovanna passou por um procedimento cirúrgico e ainda dependia de uma nova intervenção no futuro. De acordo com a polícia, a situação teria contribuído para o agravamento do estado emocional da mãe. Daniela não trabalhava e recebia ajuda financeira de familiares, amigos e doações --o que, segundo a investigação, a deixava frustrada. A família enfrentava atrasos em dois aluguéis e uma parcela do condomínio.
Apesar das dificuldades, a polícia apontou que a menina recebia cuidados adequados e apoio financeiro da família paterna e de programas públicos. Mãe e filha manteriam uma rotina de forte isolamento social, sem vínculos próximos com outros familiares. O pai da criança mantinha visitas quinzenais e contribuía financeiramente com pensão e plano de saúde. Ele relatou que os encontros com a filha eram intermediados por familiares, já que Daniela havia solicitado uma medida protetiva alegando que sofreu violência doméstica durante a gravidez.
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