Publicado em 29 de setembro de 2025 às 08:53
Impulsividade, desatenção e agitação são alguns dos sintomas conhecidos do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Apesar de ser comumente detectado na infância, o quadro geralmente acompanha a pessoa ao longo de toda a vida e exige cuidados – inclusive quando o paciente decide pegar o volante. A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) alerta que pessoas com TDAH têm duas vezes mais chance de se envolver em sinistros de trânsito, conforme atestam estudos internacionais.>
Dados da entidade mostram ainda que, no Brasil, a prevalência de TDAH é estimada em 7,6% em crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos; em 5,2% dos jovens com idade entre 18 e 44 anos; e em 6,1% das pessoas maiores de 44 anos. Durante o 16° Congresso Brasileiro de Medicina do Tráfego, em Salvador, a médica do tráfego Joan Faber citou estudos que associam o TDAH a comportamentos no trânsito que incluem falta de julgamento, tendência em assumir riscos e busca por emoções. >
Além disso, segundo ela, há uma percepção superestimada de competência ao volante, o que faz com que o condutor com TDAH mantenha comportamentos de risco. “A compreensão do quadro e a experiência na direção podem modificar esse risco relativo”, avaliou a médica. >
De acordo com Joan, condutores com TDAH apresentam melhor performance quando dirigem por percursos urbanos e com trânsito intenso. Também foi observado que, quando dirigem automóveis com câmbio manual, que demandam mais atenção, a segurança melhora. “Condutores com TDAH têm pior desempenho em longas distâncias, em vias pouco movimentadas, na condução monótona – principalmente quando não medicados”, disse.>
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“Tarefas secundárias, como comer e ingerir líquidos, mudar a estação de rádio ou utilizar o celular pioram substancialmente o desempenho”, concluiu a médica. >
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