Publicado em 10 de janeiro de 2023 às 15:26
BRASÍLIA - O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), disse nesta terça-feira (10) que os vândalos que cometeram crimes no último domingo (8) em Brasília não são civilizados e não devem achar que as prisões são "colônias de férias".>
A declaração foi dada durante discurso na posse do novo diretor-geral da PF (Polícia Federal), o delegado Andrei Augusto Passos Rodrigues.>
"Não achem esses terroristas, que até domingo (8) fizeram baderna e crimes e agora reclamam que estão presos querendo que a prisão seja uma colônia de férias, que as instituições irão fraquejar", disse Moraes.>
O ministro acrescentou que as instituições "não são feitas só de mármore, de cadeiras, de mesas, mas de pessoas, de coragem, e de cumprimento da lei". Também disse não ser possível conversar com essas pessoas de forma civilizada.>
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"Essas pessoas não são civilizadas. Basta ver o que fizeram no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional e, com muito mais raiva e ódio, no Supremo Tribunal Federal", declarou.>
Moraes também disse que a operação para garantir a democracia (contra os atos golpistas) serve para mostrar que não há apaziguamento nas instituições brasileiras e que o contrário seria covardia.>
"O Poder judiciário, o STF, tenho absoluta certeza, com o apoio dentro da legalidade, dentro da Constituição, da Polícia Federal, as instituições irão punir todos os responsáveis que praticaram os atos, os que planejaram, os que financiaram e os que incentivaram, por ação ou omissão, porque a democracia e irá prevalecer", afirmou.>
Os atos golpistas promovidos pelo bolsonarismo radical no domingo reforçaram a posição institucional de Moraes, deixando, por outro lado, uma longa lista de políticos chamuscados em decorrência do episódio.>
Relator de inquéritos que miram os núcleos golpistas do bolsonarismo, Moraes determinou ainda no domingo (8) o afastamento do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), além da imediata desmontagem do acampamento antidemocrático em frente ao quartel-general do Exército, na capital federal.>
Com isso, os bolsonaristas foram desalojados na segunda-feira (9), sendo que cerca de 1.000 devem ser indiciados pela Polícia Federal.>
O problema se arrastava desde as eleições sob a conivência do Exército e do governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL), e tampouco havia sido resolvido pela incipiente gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).>
Além de Moraes, participaram da cerimônia os ministros do governo Lula, Flávio Dino (Justiça), Wellignton Dias (Desenvolvimento Social), e Marina Silva (Meio Ambiente), Luiz Marinho (Trabalho), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) e Vinicius Carvalho (Controladoria-Geral da República).>
Durante a apresentação das autoridades presentes, o ministro Alexandre de Moraes foi muito aplaudido pela plateia formada, em sua maioria, por policiais federais.>
Logo ao abrir sua fala, o novo diretor da PF citou a operação na segunda (9) que prendeu cerca de 1.500 bolsonaristas que acampavam no Quartel General do Exército em Brasília é que participaram dos atos golpistas no domingo (8).>
Segundo o novo diretor-geral, a ação foi a maior operação de polícia judiciária da história da PF.>
Rodrigues também abordou os ataque à democracia e disseminação de desinformação e parabenizou a atuação do ministro Alexandre de Moraes.>
Ele elogiou o trabalho desenvolvido pelo ministro Alexandre de Moraes e disse que o STF e TSE desempenharam papel essencial para a história do país durante os ataques bolsonaristas.>
"Com muita coragem e determinação tem sido grande defensor da democracia neste país", disse o novo diretor sobre Moraes.>
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