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Crime em SP

'Minha filha não merecia isso', diz pai de adolescente morta após comer bolo envenenado

A jovem que, segundo a polícia, confessou ter enviado um bolo de pote com arsênico para a vítima teria usado a mesma tática contra outra garota; ela teria agido por ciúme das duas

Publicado em 03 de Junho de 2025 às 17:14

Agência FolhaPress

Publicado em 

03 jun 2025 às 17:14
Ana Luiza de Oliveira Neves morreu no domingo (1º), um dia depois de comer um bolo envenenado que havia recebido em casa com um bilhete anônimo
Ana Luiza de Oliveira Neves morreu no domingo (1º), um dia depois de comer um bolo envenenado que havia recebido em casa com um bilhete anônimo Crédito: Reprodução | Redes sociais
"É difícil demais para mim, entendeu. Só Deus para me dar força porque minha filha não merecia isso", falou para a imprensa Silvio Ferreira das Neves, pai de Ana Luiza de Oliveira Neves, 17, durante o enterro dela, na manhã desta terça-feira (3), em Itapecerica da Serra (Grande São Paulo).
A adolescente morreu no domingo (1º), um dia depois de comer um bolo envenenado que havia recebido em casa com um bilhete anônimo. Ela havia completado 17 anos na última terça-feira, 27 de maio. "Uma pessoa do bem, não tinha vício nenhum, não mexia com ninguém, trabalhadeira", afirmou Silvio.
O velório foi acompanhado por dezenas de pessoas que aplaudiram muito durante a despedida da jovem. A família ainda vive o luto pela morte da mãe de Ana Luiza há dois anos. "A Luiza era alegria, era para cima, uma convicção, uma plenitude de que tudo vai dar certo. [Depois de] Tudo que ela passou de perder a mãe, mas tava sempre sorrindo e falando 'nós vamos conseguir'", disse Edna Antônio Neves, tia de Ana Luiza.
Um professor da adolescente elogiou o pai dela e disse que Ana Luiza tinha muitos amigos. "É um pai guerreiraço, paizão mesmo, ficou com a missão de cuidar das filhas. A menina na flor da idade, começando a trabalhar recentemente, pensando no seu futuro, cheia de amigos", disse André Goulart Carvalho.

Entenda o caso

De acordo com o boletim de ocorrência, por volta das 17h de sábado, a irmã de Ana Luiza, de 18 anos, recebeu o bolo de pote em casa, no Parque Paraíso. Havia um bilhete com a frase "Um mimo pra garota mais linda que já vi" e, no verso, estava escrito Lulu Linda.
Ana Luiza chegou em casa cerca de uma hora depois e comeu o bolo. Por volta das 18h50, ela começou a passar mal. O quadro se agravou e o pai da jovem a levou para um hospital particular. A adolescente foi atendida e diagnosticada com intoxicação alimentar. Depois de medicada, ela recebeu alta. Porém, no dia seguinte, por volta das 16h, Ana Luiza passou a ter sintomas mais graves e novamente foi levada ao pronto-socorro, onde já chegou sem sinais vitais.
De acordo com o registro policial, consta no relatório médico que Ana Luiza chegou ao pronto-socorro após aproximadamente 20 minutos de parada cardiorrespiratória. Ela estava cianótica (coloração azulada ou acinzentada da pele, decorrente de oxigenação insuficiente do sangue), com hipotermia, sem batimentos cardíacos e sem respiração.
A equipe médica realizou diversos procedimentos de reanimação, incluindo reanimação cardiopulmonar, mas não tiveram sucesso. A jovem que, segundo a polícia, confessou ter enviado um bolo de pote com arsênico para Ana Luiza teria usado a mesma tática contra outra garota, em 15 de maio. A vítima sobreviveu.
Segundo a investigação, ela teria agido por ciúme das duas. Um jovem com quem ela teve um relacionamento teria se envolvido com as duas vítimas. Os dois casos ocorreram em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. A investigação começou na segunda-feira (2), e o rapaz deve ser intimado a depor nos próximos dias.
Segundo a polícia, a suspeita confessou ao delegado Vitor Santos de Jesus que teria comprado o material tóxico pela internet, o que ainda será analisado na investigação. O corpo da vítima foi levado ao IML (Instituto Médico Legal), que realizou autópsia. O resultado deve ficar pronto em cerca de 30 dias.
Ela teria agido da mesma forma nos dois casos, de acordo com a investigação. As duas vítimas receberam o doce junto com bilhetes anônimos que as elogiavam. Depois da confissão, a suspeita aguarda na delegacia. O delegado fez representação à Justiça para apreensão dela e encaminhamento à Fundação Casa.

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