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"Ajuda humanitária"

Militares fazem vaquinha de R$ 300 mil para ajudar Cid a pagar advogados

Pedidos de doação ao ex-ajudante de ordens da Presidência no governo de Jair Bolsonaro circulam em grupos no WhatsApp

Publicado em 03 de Janeiro de 2024 às 18:57

Agência Estado

Publicado em 

03 jan 2024 às 18:57
BRASÍLIA - Pedidos de doação ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência no governo de Jair Bolsonaro (PL), circulam em grupos de militares no WhatsApp.
A campanha é para arrecadar R$ 300 mil para cobrir gastos com advogados. O tenente-coronel é investigado por suspeita de fraudes em cartões de vacinação, pela articulação de planos golpistas e pela venda de presentes diplomáticos que deveriam ter sido devolvidos ao acervo da União. Ele fez uma delação premiada e hoje está em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. A defesa é coordenada pelo experiente criminalista Cezar Bittencourt, que ainda não se manifestou sobre a iniciativa.
Celular de Mauro Cid foi apreendido e mensagens são consideradas provas contundentes
Mauro Cid fez delação premiada e está em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica Crédito: Geraldo Magela/Agencia Senado
De acordo com a mensagem, atribuída a militares da reserva das Forças Armadas, Mauro Cid "sempre honrou a farda" e agora precisa de "ajuda humanitária". O texto afirma ainda que o tenente-coronel precisou vender bens para pagar honorários advocatícios.
"O coronel Cid está precisando de nossa ajuda humanitária, já vendeu quase tudo que possuía", diz o texto. "Vamos juntos ajudar esse amigo que sempre foi leal e um excelente militar."
Braço-direito de Bolsonaro durante o governo, o tenente-coronel implicou o ex-presidente em sua delação. Os anexos são mantidos em sigilo.

As investigações que implicaram Mauro Cid

Fraudes da vacinação: O tenente-coronel chegou a ser preso em maio do ano passado, suspeito de operar fraudes em certificados de vacinação da covid-19. O objetivo seria gerar comprovantes de imunização para viagens internacionais no auge da pandemia, segundo a PF.
Joias sauditas: Mauro Cid também é suspeito de negociar presentes oficiais recebidos por Bolsonaro na qualidade de chefe de Estado, que deveriam ser incorporados ao acervo da União, para enriquecer o ex-presidente. O inquérito aponta que relógios, joias e esculturas teriam sido avaliados para venda e até anunciados na internet.
Golpe: O ex-ajudante de ordens foi implicado ainda em uma investigação sobre supostas articulações golpistas para usar as Forças Armadas em uma intervenção militar contra o Poder Judiciário. Uma perícia no celular de Mauro Cid encontrou um rascunho de proposta para Bolsonaro decretar estado de sítio e um guia para intervenção das Forças Armadas.

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