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Sinais de violência

Mãe e padrasto são presos suspeitos da morte de criança de 2 anos no Rio

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Mãe e padrasto de uma menina de dois anos que morreu com sinais de violência no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, zona norte do Rio, foram presos em flagrante na sexta-feira (4).

Publicado em 08 de Julho de 2025 às 05:43

Agência FolhaPress

Publicado em 

08 jul 2025 às 05:43
Mãe e padrasto de uma menina de dois anos que morreu com sinais de violência no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, foram presos em flagrante na sexta-feira (4). O casal é suspeito de homicídio qualificado.
Géssika de Souza Anacleto e Nicolas Souto Mesquita tiveram a prisão convertida em preventiva (sem prazo) neste domingo (6) pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público, que apontou a gravidade do caso e indícios de autoria e materialidade do crime.
Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro
Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro Crédito: Reprodução/Google Street View
Durante a audiência de custódia, realizada na Cadeia Pública de Benfica, Géssika e Nicolas negaram as acusações. A reportagem não localizou a defesa dos dois.
A menina foi levada ao hospital pelos responsáveis com a justificativa de que teria se engasgado durante uma refeição. Os médicos, no entanto, identificaram múltiplas lesões pelo corpo da criança, além de sinais de desnutrição e desidratação, o que levantou suspeitas da versão apresentada.
De acordo com o boletim de ocorrência, registrado na 22ª DP (Penha), a unidade acionou a polícia após constatar que o estado clínico da criança era incompatível com a explicação dos responsáveis.
O corpo da menina foi encaminhado ao Instituto Médico Legal, que confirmou a existência de 72 hematomas, hemorragia interna e lesão de múltiplos órgãos, além de ferimentos em diferentes fases de cicatrização.
Os sinais, de acordo com a investigação, apontavam para uma violência continuada. "Há fortes indícios de que a morte trágica da criança não tenha sido um acidente, mas decorrente de uma ação dolosa", afirma a decisão judicial.
Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do crime.

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