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Eleições 2026

Grupo que planejava atentado em Brasília tinha mapa das plantas do Congresso e STF

De acordo com exibição do Fantástico, da TV Globo, no domingo (9), monitoramento do Ministério da Justiça mostrou que o grupo "não tinha ideologia"

Publicado em 10 de Agosto de 2026 às 14:51

Estadão Conteúdo

Publicado em 

10 ago 2026 às 14:51

BRASÍLIA - O grupo suspeito de planejar atentados terroristas no centro de Brasília durante as eleições tinha mapas dos ministérios, do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF), e não defendia um partido ou político específico. Eram apartidários. De acordo com exibição do programa Fantástico, da TV Globo, no domingo (9), o monitoramento do Ministério da Justiça mostrou que o grupo não "tinha lado", "não tinha ideologia", eles "queriam a revolução".


As comunicações dos integrantes ocorriam em dois grupos do aplicativo Telegram. Entre os planos discutidos, estava o de "explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater".


Eles estudavam construir explosivos, coquetéis Molotov e artefatos explosivos para os planos.

Polícia do DF executa buscas contra grupo que planejava atentado a bomba em Brasília nas eleições
Polícia do DF fez buscas contra grupo que planejava atentado a bomba em Brasília nas eleições PCDF/Divulgação

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, no dia 4 deste mês, a Operação Rede Interrompida para desarticular o grupo criminosos.

Segundo a investigação, os alvos discutiam a invasão de prédios públicos, a seleção de alvos, formação tática, recrutamento de integrantes em diferentes Estados, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas de edifícios da capital federal.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra oito investigados, com idades entre 19 e 31 anos, localizados em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

A operação foi conduzida pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV), da Polícia Civil do Distrito Federal.

De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam comunidades no aplicativo Telegram para disseminar conteúdos neonazistas, antissemitas e misóginos, recrutar novos integrantes e discutir o planejamento de ações violentas.

Além dos manuais de fabricação de explosivos, eles compartilhavam estratégias de recrutamento e propagavam discursos de ódio direcionados, entre outros grupos, a mulheres em posições de autoridade.

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