Durante sessão desta quinta-feira (11/9), os ministros Flávio Dino e Cármen Lúcia usaram uma metáfora sobre saúde para falar sobre o papel do julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro no futuro da democracia brasileira.
A ministra comparou atos de 8 de janeiro com um vírus que se espalha pelo corpo: "Ele é insidioso, invisível, (...) até que vai se espalhando e contaminando o corpo inteiro".
Cármen Lúcia disse ainda que "se quem atua no golpismo não é incriminado nem punido, isso vira um exemplo".
Flávio Dino complementou a metáfora: "Esse julgamento é um check-up da democracia".
Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenaram o ex-presidente Jair Bolsonaro por golpe de Estado e outros quatro crimes. O placar ficou 4 votos a 1.
Outros sete aliados do ex-presidente também foram condenados, entre eles os oficiais generais que faziam parte de seu governo.