> >
Eleições 2018: como os presos se informam e escolhem os candidatos?

Eleições 2018: como os presos se informam e escolhem os candidatos?

No Espírito Santo, 884 presos provisórios terão o direito de votar na próxima eleição, que acontece no dia 7 de outubro

Publicado em 5 de outubro de 2018 às 21:07

Ícone - Tempo de Leitura 0min de leitura
Presídio de Viana. (Arquivo | A Gazeta)

No Espírito Santo, 884 presos provisórios terão o direito de votar na próxima eleição, que acontece no dia 7 de outubro. Mesmo com a disponibilidade de debates e de propagandas eleitorais, que facilitam na hora de definir os candidatos, a única forma que os detentos têm de saber quem está na disputa eleitoral e decidir o voto é por meio da família, durante as visitas, segundo a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).

De acordo com a secretaria, as eleições são realizadas dentro dos presídios desde 2016. Neste ano, o Estado vai contar com 15 locais de votação nas unidades prisionais.

Em entrevista à CBN Vitória, na última sexta-feira (28), o chefe da Seção de Cadastro e Informações do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), Henrique Antunes, explicou que as seções nas unidades vão funcionar de forma muito semelhante às seções ordinárias. No entanto, ele frisou que esses locais devem ter a segurança garantida no momento da votação.

“Vai funcionar no mesmo horário, vai ter urna eletrônica, identificação dos eleitores. É uma seção normal. No entanto, tem um controle do fluxo de votação. Não vai sair todo mundo da cela e ir votar. Então, o que muda é esse controle do fluxo”, explicou.

IASES

Pelo menos 412 jovens que cumprem medidas socioeducativos nas unidades do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases) devem participar das eleições no próximo domingo. A seção da unidade de Linhares possui o maior número de eleitores, com 200 pessoas.

Todos os eleitores — inclusive os detentos provisórios — passaram por um processo de regularização feito pelo TRE-ES e pelas zonas eleitorais de cada lugar. Somente presos que já foram condenados não têm o direito de votar.

O Espírito Santo tem se destacado no número de presos provisórios e jovens cumprindo medida socioeducativas aptos a votar em eleições, segundo Henrique Antunes. Em 2016, o Estado foi o segundo do país em número de cadastramento desses eleitores, atrás apenas de São Paulo.

Este vídeo pode te interessar

 

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

The Trust Project
Saiba mais