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'É um decreto que não tem volta', diz promotor jurado de morte pelo PCC

Promotor do Ministério Público de São Paulo Lincoln Gakiya diz que mensalmente recebe informações sobre planos do PCC para matá-lo.

Publicado em 26 de Setembro de 2025 às 14:00

BBC News Brasil

Publicado em 

26 set 2025 às 14:00
As investigações sobre o assassinato do ex-delegado-geral do Estado Ruy Ferraz Fontes, ocorrida segunda-feira (15/09) em Praia Grande (SP), ainda não concluíram se integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) poderiam estar envolvidos na emboscada.
Um dos principais especialistas nas ações do PCC, Fontes ganhou notoriedade durante sua atuação no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), onde investigava a facção desde o início dos anos 2000.
Assim como Fontes, o promotor do Ministério Público de São Paulo Lincoln Gakiya já sofreu ameaças da facção.
Ambos estavam à frente da operação de transferência das lideranças do PCC, dentre elas, Marcola, para presídios federais, no início de 2019.
"Todo mês recebo informações vindas do sistema penitenciário federal, de outros presídios de São Paulo, de que existem planos em andamento para me matar", destaca Gakiya.
"É um decreto de morte que não tem volta."

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