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Atentado em Brasília

Diretor-geral da PF relaciona atentado ao 8 de janeiro e promete 'ação enérgica' contra extremistas

Andrei Rodrigues confirmou declarações da ex-mulher do responsável pelo atentado, o chaveiro Francisco Wanderley Luiz, 59, sobre comentários de que ele tentaria matar o ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações do 8 de janeiro
Agência FolhaPress

Publicado em 

14 nov 2024 às 15:37

Publicado em 14 de Novembro de 2024 às 15:37

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, endossou a fala do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), sobre o atentado da noite desta quarta-feira (13) na praça do Três Poderes, relacionou o caso aos ataques de 8 de janeiro e se posicionou contra a anistia a golpistas.
Rodrigues falou sobre o caso em entrevista coletiva à imprensa nesta quinta (14) e, como de praxe, fez comentários que extrapolam a investigação, mas de cunho político.
Andrei Rodrigues diretor geral da PF
Andrei Rodrigues, diretor geral da Polícia Federal Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil
"Esses grupos extremistas estão ativos e precisam que nós atuemos de maneira enérgica. Entendemos que esse episódio de ontem não é um fato isolado, mas é conectado a várias outras ações, que, inclusive, a Polícia Federal tem investigado em um período recente", afirmou.
De acordo com o policial, a corporação investiga o episódio a partir de duas hipóteses: abolição do Estado democrático de Direito e terrorismo. Para os investigadores, foi um caso premeditado.
Na entrevista, o diretor-geral da PF confirmou declarações da ex-mulher do responsável pelo atentado, o chaveiro Francisco Wanderley Luiz, 59, sobre comentários de que ele tentaria matar o ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações do 8 de janeiro. A ex-mulher falou sobre o caso em entrevista à Globo News em Santa Catarina.

Ação premeditada

Rodrigues afirmou que a ação de Luiz foi premeditada dada a presença do chaveiro em Brasília em ocasiões anteriores, aos artefatos encontrados no carro de sua propriedade e no local alugado por permanecer na capital do país e atribuiu a ação à radicalização de grupos extremistas.
As explosões ocorreram por volta das 19h30 desta quarta (13), uma perto do prédio principal do Supremo e outra em um veículo Kia Shuma 1999/2000 encontrado próximo a um dos anexos da Câmara dos Deputados, também nas proximidades da sede do Judiciário.
Luiz morreu após a detonação desses artefatos, levando apreensão às classes política e jurídica da capital federal um ano e dez meses depois dos ataques golpistas contra as sedes da corte, do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto.
De acordo com as investigações, Luiz tentou entrar no STF, sem sucesso, e em seguida foi para a frente da estátua da Justiça, onde seu corpo foi encontrado. Luiz trabalhava como chaveiro e disputou a eleição de 2020 como candidato a vereador pelo PL, com o nome de urna Tiü França, em Rio do Sul (SC), sem ter sido eleito — teve 98 votos.
Francisco usava roupas com possível alusão à fantasia do personagem Coringa, vilão de histórias de quadrinhos. Ele vestia uma calça e um terno de mesma estampa com os naipes de cartas de baralho, com o fundo de cor verde-escuro e, ao lado do corpo, foi encontrado um chapéu branco.
Policiais realizaram buscas e varreduras em um apartamento alugado por Luiz em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal. Foi encontrado um recado para Débora Rodrigues, presa por participar dos atos golpistas do 8 de janeiro de 2023.
"É importante dizer que não é só um ato de pichação. Ali é um ato gravíssimo que atenta contra o Estado Democrático de Direito e que mostra vinculação desses grupos radicais que culminam com essa barbárie que aconteceu ontem, na tentativa de matar ministros da Suprema Corte", afirmou o diretor-geral da PF.

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