Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • Caso Coronavac seja eficaz, São Paulo pedirá liberação à Anvisa em outubro
Ação emergencial

Caso Coronavac seja eficaz, São Paulo pedirá liberação à Anvisa em outubro

Segundo o Secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteynesse, o pedido acontecerá se o resultado dos testes for positivo após três meses da aplicação

Publicado em 12 de Agosto de 2020 às 16:07

Redação de A Gazeta

Publicado em 

12 ago 2020 às 16:07
Cientistas avaliam que a mutação chamada de D614G pode auxiliar no desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19
A vacina está em fase de testes em humanos no Brasil e é uma parceria do Instituto Butantã com a chinesa Sinovac. Crédito: Edward Jenner/ Pexels
Diante de uma possível efetividade da vacina Coronavac, o governo de São Paulo pode pedir à Anvisa uma liberação emergencial do imunizante ainda em outubro. A vacina está em fase de testes em humanos no Brasil e é uma parceria do Instituto Butantã com a chinesa Sinovac.
A informação foi divulgada em entrevista coletiva, nesta quarta-feira (12) pelo secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn. Segundo ele, esse pedido acontecerá se o resultado dos testes for positivo após três meses da aplicação, iniciada em julho.
"Agora, até outubro de 2020, se nós consagrarmos e confirmarmos que essa vacina é segura, ou seja, mantém a característica de não levar a efeitos colaterais e produzir anticorpos por um período prolongado, altos e mantidos nos próximos três meses, aí sim, nós teremos a possibilidade, de forma emergencial para a Anvisa que haja então a possibilidade de nós usarmos na população", disse durante coletiva de imprensa realizada no Palácio dos Bandeirantes. O governador João Doria (PSDB) cancelou participação no evento após ser diagnosticado com a covid-19.
"É importante nós lembrarmos que São Paulo precisa de uma vacina, seja ela da Sinovac, seja de Oxford. Nós queremos uma vacina porque é a única forma de poderemos voltar para aquela condição de normal. Por enquanto, estamos longe até desse 'novo normal', isso ainda está distante", reiterou.
Na terça-feira (11) Doria comentou que não haveria motivo para o Instituto Butantã trabalhar também com a vacina russa, que foi regulamentada nesta semana pelo governo de Vladimir Putin. Segundo Gorinchteyn, é necessário respeitar todas as fases de testagem para atestar que o produto é eficaz e não impõe risco à população. "É importante nós sempre frisarmos que todas as vacinas devem e deverão seguir todos os preceitos éticos, de segurança e de eficácia, e isso é avaliado através de estudos científicos", apontou.
O secretário pontuou que, durante a fase anterior de testes, os voluntários chineses relataram apenas "pequenos" efeitos colaterais, como dor no local de aplicação e febre baixa. Os voluntários brasileiros serão acompanhados por um ano.
A vacina foi criada pelo laboratório chinês Sinovac Biotech. No Brasil, será testado em cerca de 9 mil voluntários em 12 centros de pesquisa dos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná, além do Distrito Federal. O custo da testagem é estimado em R$ 85 milhões e prevê a transferência de tecnologia para que a vacina chinesa possa ser produzida em São Paulo, no Instituto Butantã. Os testes começaram em 21 de julho, no Hospital das Clínicas, e outros centros de pesquisa, como o Emílio Ribas, também já estão participando.

SÃO PAULO CHEGA A 655.181 CASOS CONFIRMADOS 

O Estado de São Paulo soma 655.181 casos confirmados da covid-19, dos quais 25.869 resultaram em óbito. Segundo Gorinchteyn, a média móvel de internações caiu 6% na última semana. A ocupação média é de 58,3% na UTI, taxa que é de 57,1% na Grande São Paulo.
Na coletiva, também foi anunciada a ampliação para 120 municípios do programa de monitoramento de pessoas infectadas com o novo coronavírus a partir de segunda-feira, 17. Em funcionamento em São Bernardo do Campo, Bauru e Araraquara, ele consiste em uma plataforma de monitoramento e automatização de dados, a partir dos quais os contactantes são orientados a permanecer em isolamento por até 14 dias.
Gorinchteyn ressaltou que esse tipo de ação pode "diagnosticar formas mais leves, evitando internações". A meta é ampliar a medida para todos os municípios paulistas até setembro.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Página do Sisu 2023 na internet
Sisu+: nova etapa dará chance a quem não conseguiu vaga no processo regular
Imagem de destaque
Celulite e lipedema: entenda as diferenças e as formas de tratamento
Imagem de destaque
Homem é preso após ameaçar de morte e agredir esposa em Atílio Vivácqua

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados