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Covid-19

Compra de vacina é responsabilidade do Ministério da Saúde, diz Sesa

Luiz Carlos Reblin apontou problemas se cada Estado tivesse que firmar parcerias; governo do Paraná anunciou que vai assinar contrato com a Rússia

Publicado em 11 de Agosto de 2020 às 21:59

Redação de A Gazeta

Publicado em 

11 ago 2020 às 21:59
Vacina CoronaVac começou a ser testada nesta terça-feira (21) no Brasil
Vacina Sputnik V é cerca de dúvidas sobre a eficácia contra o novo coronavírus Crédito: Retha Ferguson/ Pexels
Espírito Santo não tem intenção de firmar acordos com a Rússia para adquirir ou produzir a Sputnik 5 – nome da vacina contra o novo coronavírus, cujo registro foi o primeiro do mundo, anunciado no início da manhã desta terça-feira (11), pelo presidente russo Vladimir Putin.
Em nome da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), Luiz Carlos Reblin revelou a posição da pasta em uma entrevista à CBN Vitória, concedida durante esta tarde. Horas antes, o governo do Paraná revelou que firmaria um contrato com o país europeu para fabricar e distribuir a substância no Brasil.
"A competência e a capacidade de execução de uma política de vacinação em massa é do Ministério da Saúde"
Luiz Carlos Reblin - Subsecretário de vigilância epidemiológica do Espírito Santo
Segundo o subsecretário, a maioria dos Governos Estaduais teria dificuldade para firmar contratações com países ou empresas produtoras de vacinas. “Deve ser inviável do ponto de vista econômico para muitos e ainda geraria uma concorrência desleal entre eles”, afirmou Reblin.
Dessa forma, ele defende que o Governo Federal deve ser o responsável por comprar e distribuir uma vacina contra a Covid-19. “A distribuição deve ser feita com base na lógica do risco, assim como a vacina da gripe comum. Quem fica mais exposto ou tem maior chance de desenvolver casos graves é vacinado primeiro”, disse.

VACINA RUSSA GERA DÚVIDAS

Embora tenha sido anunciada pelo governo russo como a primeira capaz de combater a Covid-19, a vacina é cercada de dúvidas, devido à falta de transparência e de informações a respeito do respectivo processo de desenvolvimento. O que gera desconfiança, inclusive, de especialistas.
Vale lembrar que a substância teria passado apenas pela avaliação preliminar e pelo estudo clínico, faltando ainda a terceira fase, na qual ela é aplicada em larga escala, em milhares de voluntários. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma vacina segura precisa ter sucesso nessas três etapas.

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