Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Bolsonaro tem a pior avaliação no Brasil em combate ao desmatamento
Datafolha

Bolsonaro tem a pior avaliação no Brasil em combate ao desmatamento

De acordo com a pesquisa do Datafolha, para 46% dos brasileiros, o trabalho do presidente para impedir a derrubada da floresta é considerado ruim ou péssimo

Publicado em 31 de Outubro de 2020 às 15:17

Redação de A Gazeta

Publicado em 

31 out 2020 às 15:17
Presidente Jair Bolsonaro no Maranhão
Presidente Jair Bolsonaro no Maranhão Crédito: Alan Santos/ PR
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem a pior avaliação dentre os entes responsáveis pelo combate ao desmatamento da Amazônia, como governos estaduais, o Ibama e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.
Para 46% dos brasileiros, o trabalho de Bolsonaro para impedir a derrubada da floresta é considerado ruim ou péssimo. Os governos estaduais são avaliados de forma negativa nesse quesito por 42% da população; Salles e o vice-presidente Hamilton Mourão, por 38%; o Ibama e a Funai, por 20%, e o Exército, por 19%.
Outros 27% avaliam a atuação de Bolsonaro como ótima ou boa, 25%, como regular e 2% não souberam responder.
Os resultados são de pesquisa Datafolha contratada pela ONG Greenpeace Brasil. Foram entrevistadas por telefone 1.524 pessoas acima de 16 anos, em todas as regiões, de 6 a 18 de agosto, e a margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.
A pesquisa mostra ainda que a maioria (87%) dos brasileiros considera muito importante preservar a Amazônia, e 93% afirmam ser possível ganhar dinheiro protegendo a floresta e incentivando atividades sem desmatamento.
Os entrevistados têm uma percepção condizente com a realidade quando o assunto é aumento da mata derrubada: 73% avaliam que o desmatamento sobe em 2020.
O desmatamento na região avança e deve ser pior em 2020 do que no primeiro ano sob Bolsonaro, quando já saltara. Foram 14 meses seguidos de aumento até julho, segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Com dados somente até o dia 16 de outubro, o desmatamento já superou os números do mesmo mês inteiro de 2019 e pode atingir valor recorde.
Desde a época em que era candidato à Presidência, em 2018, Bolsonaro tem feito acenos ao agronegócio, recebido apoio da bancada ruralista e criticado a fiscalização do Ibama. Também já repetiu muitas vezes que o país tem um excesso de unidades de conservação e de terras indígenas.
"O governo tem uma visão atrasada de desenvolvimento", afirma Cristiane Mazzetti, porta-voz do Greenpeace. "A avaliação de Bolsonaro é muito ruim e, ao mesmo tempo, ele é um ator ao qual as pessoas atribuem grande responsabilidade para combater o desmatamento. Temos uma responsabilidade que não tem sido bem executada."
"O presidente é uma liderança. O que ele fala tem impacto grande. E o interessante é que a população está questionando esse tipo de discurso para a Amazônia", afirma Suely Araújo, especialista sênior em políticas públicas do Observatório do Clima, rede com mais de 50 ONGs, e ex-presidente do Ibama.
Ao mesmo tempo em que o trabalho de Bolsonaro tem a pior avaliação da pesquisa, povos indígenas, ONGs ambientais, o Exército e Ibama/Funai são positivamente classificados pelos entrevistados no combate ao desmatamento.
Os povos indígenas lideram –49% da população considera que eles fazem um bom ou ótimo trabalho para manter a floresta em pé. De fato, as terras indígenas apresentam taxas mais baixas de desmate.
Para 40% da população, o Exército também faz um trabalho bom ou ótimo. Na prática, porém, o trabalho das Forças Armadas não tem se refletido em diminuição de atos ilícitos. Os militares estão na Amazônia desde maio e, mesmo assim, queimadas e desmatamento ilegais continuam com números elevados.
"Fiscalização ambiental é um trabalho especializado", diz Araújo sobre os resultados.
O Ibama e a Funai, o ministro do Meio Ambiente e o presidente têm a maior responsabilidade no combate ao desmatamento, segundo a pesquisa Datafolha: são considerados muito responsáveis por 77%, 75% e 72% da população brasileira, respectivamente.
Mas, se o trabalho de Bolsonaro é mal avaliado, 37% dos entrevistados consideram a atuação de Ibama e Funai boa ou ótima, e 41%, regular.
Para Araújo, apesar das críticas do presidente ao Ibama, está consolidada no ideário nacional a percepção de que quem cuida da Amazônia é o órgão. "Criou-se uma marca de fiscalização forte e rigorosa."
Para 89% dos entrevistados madeireiros causam muito desmatamento; em seguida, vêm garimpeiros e grandes fazendeiros e criadores de gado.
Não há dúvidas de que as ações dos dois primeiros também impactam a floresta, mas pesquisas apontam que o agronegócio é o principal ator envolvido no desmatamento da Amazônia hoje.
Por fim, um dado chama a atenção: questionados sobre fontes de informação confiáveis em relação à Amazônia, 33% dos brasileiros afirmam confiar mais em cientistas, mas 18% dizem ter mais confiança em autoridades do governo Bolsonaro, mesma porcentagem que cita a imprensa.
Autoridades do governo e o próprio presidente têm distorcido dados científicos e desmerecido entidades de pesquisa nacional, como o Inpe.
"De toda forma", diz Araújo, "a importância que a população dá à Amazônia pode ser útil na reformulação de posicionamento de governantes".
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Pesquisa aponta expansão do ensino do idioma japonês no Brasil 
Flávio Bolsonaro desembarca em Miami
Deputados dos EUA cobram explicações de Rubio sobre ajuda a Flávio Bolsonaro
Veja o que se sabe sobre o suposto show da Shakira no Kleber Andrade
Shakira no ES? Veja o que se sabe sobre o suposto show da cantora no Kleber Andrade

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.