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Bolsonaro é chamado de serial killer em CPI e tem sigilo de redes quebrado

CPI da Covid determinou às empresas Google, Facebook e Twitter o envio de dados sigilosos do presidente relativos a abril de 2020 até o momento ao STF e à PGR

Publicado em 26/10/2021 às 12h59
O presidente Jair Bolsonaro em pronunciamento com Paulo Guedes
O presidente Jair Bolsonaro em pronunciamento com Paulo Guedes. Crédito: Washington Costa/ASCOM/ME

Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid aprovou a quebra do sigilo telemático do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais pela live em que o chefe do Planalto relacionou a vacina contra a Covid-19 à Aids. O requerimento foi aprovado no início da reunião da CPI nesta terça-feira, 26, data marcada para a votação do parecer final da comissão.

No requerimento, a CPI determina às empresas Google, Facebook e Twitter o envio de dados sigilosos de Bolsonaro nas redes relativos a abril de 2020 até o momento ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). Outro requerimento aprovado pede uma investigação pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do inquérito das fake news.

A declaração de Bolsonaro, mentirosa, levou Facebook, Instagram e Youtube a retirarem do ar o vídeo da transmissão e foi incluída no parecer da CPI. A comissão decidiu ainda acionar a Advocacia do Senado para protocolar uma representação contra Bolsonaro no Supremo e na PGR pedindo uma retratação e a suspensão das contas do presidente nas redes.

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), decidiu pedir a responsabilização do presidente Jair Bolsonaro pela declaração da Live. "Tal episódio reforça a decisão do Presidente da República de continuar propagando informações falsas, em sua campanha antivacina deletéria para a população brasileira", escreveu Renan.

O pedido do relator é que sejam adotadas ações para afastar Bolsonaro de todas as redes sociais, "para a proteção da população brasileira". Em entrevista a jornalistas, o relator chamou Bolsonaro de "serial killer que tem compulsão de morte" em função da postura do presidente durante a pandemia.

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