BRASÍLIA - A defesa do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), que pediu às 9h49 desta quinta-feira (24) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques a suspensão da execução da pena de 27 anos em regime fechado enquanto a Corte analisa a revisão criminal, desistiu do pedido duas horas e meia depois, às 12h21. Os advogados não informaram, no pedido de desistência, os motivos do recuo.
Ao Estadão, o advogado Marcelo Luiz Ávila de Bessa, que subscreveu o pedido de suspensão nesta manhã, afirmou que “trata-se de uma reavaliação da estratégia da defesa”.
“A partir deste momento, a condução do caso ficará integralmente a cargo dos advogados que atuaram na defesa durante a ação penal. Por essa razão, entendeu-se mais adequado desistir do pedido de liminar, para que os colegas possam avaliar as medidas que pretendem adotar. O escritório Ávila de Bessa não atuará mais no caso”.
Mais cedo, a defesa afirmou que a continuidade da execução da pena durante a tramitação da revisão criminal pode “produzir dano irreparável”.
A desistência de Jair Bolsonaro ocorre dez dias antes do primeiro turno da eleição, na qual seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), concorre à Presidência da República.
Jair Bolsonaro foi condenado no ano passado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Atualmente, o ex-presidente da República cumpre a pena em prisão domiciliar, em virtude de condições de saúde.