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Wagner Lúcio

Artigo de Opinião

É teólogo e pós-graduado em Letras
Wagner Lúcio

O Natal sempre foi uma ocasião de muitas máscaras

Talvez seja assim porque o próprio Natal tenha sido mascarado por outros tipos de encanto. Muito antes que as máscaras nos fossem impostas,  novos significados destoaram as canções angelicais da primeira noite de Natal
Wagner Lúcio
É teólogo e pós-graduado em Letras

Públicado em 

14 dez 2021 às 14:00
Neste Natal não deveríamos estranhar muito a presença de máscaras. Fosse de formas lúdicas ou nem tão lúdicas assim, o Natal sempre foi uma ocasião de muitas máscaras.
Não é de se estranhar que José e Maria tenham usado máscaras em sua jornada para protegê-los do vento frio ou da poeira... ou os magos do oriente que também empreenderam uma jornada mascarados, ou ainda os pastores junto às ovelhas no campo, talvez buscando a proteção do frio da madrugada. Era uma questão de saúde.
Também não é de se estranhar que o Rei Herodes mascarou seu verdadeiro intento, de apagar o que imaginou ser uma concorrência, teatralizando o seu desejo de adorar o recém-nascido Rei dos Judeus. Era uma questão de sobrevivência política! Talvez assim tenha pensado.
Quem não usava máscaras nesses tempos eram os Anjos, celestiais que são, pois representavam ali a extraordinariedade!
Assim nasceu o Messias, também sem máscaras! Aliás, despido de toda a sua glória, fez-se homem como nós!
Assim viveu o Messias, também sem máscaras, nos deixando a lição, que já há muito esquecida, de que muito antes de pensarmos em abandonar as máscaras que hoje nos protegem a saúde deveríamos lançar fora todas as máscaras que nos afastam da nossa humanidade.
E talvez seja assim porque o próprio Natal tenha sido mascarado por outros tipos de encanto; e ainda que não percebêssemos, muito antes que as máscaras nos fossem impostas, a sobreposição de novos significados ressignificou e destoou as canções angelicais da primeira noite de Natal.
Neste Natal, as únicas máscaras que deveríamos usar são aquelas que permitem estarmos juntos, mesmo que ainda um pouco distanciados; e então, despidos de nossos egos, retornarmos ao Natal do menino Jesus, em que homens e mulheres de boa vontade foram agraciados pelo Seu nascimento!
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