Neste Natal não deveríamos estranhar muito a presença de máscaras. Fosse de formas lúdicas ou nem tão lúdicas assim, o Natal sempre foi uma ocasião de muitas máscaras.
Não é de se estranhar que José e Maria tenham usado máscaras em sua jornada para protegê-los do vento frio ou da poeira... ou os magos do oriente que também empreenderam uma jornada mascarados, ou ainda os pastores junto às ovelhas no campo, talvez buscando a proteção do frio da madrugada. Era uma questão de saúde.
Também não é de se estranhar que o Rei Herodes mascarou seu verdadeiro intento, de apagar o que imaginou ser uma concorrência, teatralizando o seu desejo de adorar o recém-nascido Rei dos Judeus. Era uma questão de sobrevivência política! Talvez assim tenha pensado.
Quem não usava máscaras nesses tempos eram os Anjos, celestiais que são, pois representavam ali a extraordinariedade!
Assim nasceu o Messias, também sem máscaras! Aliás, despido de toda a sua glória, fez-se homem como nós!
Assim viveu o Messias, também sem máscaras, nos deixando a lição, que já há muito esquecida, de que muito antes de pensarmos em abandonar as máscaras que hoje nos protegem a saúde deveríamos lançar fora todas as máscaras que nos afastam da nossa humanidade.
E talvez seja assim porque o próprio Natal tenha sido mascarado por outros tipos de encanto; e ainda que não percebêssemos, muito antes que as máscaras nos fossem impostas, a sobreposição de novos significados ressignificou e destoou as canções angelicais da primeira noite de Natal.
Neste Natal, as únicas máscaras que deveríamos usar são aquelas que permitem estarmos juntos, mesmo que ainda um pouco distanciados; e então, despidos de nossos egos, retornarmos ao Natal do menino Jesus, em que homens e mulheres de boa vontade foram agraciados pelo Seu nascimento!