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Pedro Paulo Moyses

Artigo de Opinião

Pandemia

O entretenimento é um antídoto para a quarentena

Com o distanciamento social, casas noturnas, centro de eventos e cerimoniais precisaram fechar e muitos conseguiram se reinventar. A inviabilidade de ir até o agito fez o agito ir até o consumidor
Pedro Paulo Moyses

Publicado em 07 de Julho de 2020 às 15:00

Publicado em 

07 jul 2020 às 15:00
Esperança é de que shows estejam em um futuro próximo
Esperança é de que shows estejam em um futuro próximo Crédito: Mark Angelo/ Pexels
Quando o ano de 2020 bateu à porta, quem poderia imaginar que nele viveríamos uma pandemia de proporções mundiais inimagináveis e interferências inesperadas em diversos segmentos da sociedade? Otimista e operante, o setor de festas e eventos, que fatura quase R$ 940 bilhões por ano e emprega 25 milhões de trabalhadores, foi um dos primeiros a sofrer o impacto.
Com a imposição do distanciamento social e, consequentemente, a suspensão de atividades que gerassem aglomerações, casas noturnas, espaços para shows, centro de eventos e cerimoniais precisaram suspender suas programações. Um levantamento feito pelo Sebrae, em abril, mostra que a pandemia do coronavírus afetou 98% do setor de eventos.
Diante de um cenário desfavorável, foi preciso expandir os horizontes e os conhecimentos sobre empreendedorismo. O desafio estava lançado: entreter o público preservando a integridade e saúde de cada um. É nesse contexto que surgiram as lives, transmissões ao vivo através de plataformas digitais com abordagens diversas, do universo da gastronomia e coquetelaria a pocket shows de atrações musicais, afinal, a música é a essência de qualquer festa. A inviabilidade de ir até o agito fez o agito ir até o consumidor de entretenimento.
Alguns estabelecimentos foram além. O delivery de comida, que já era bastante comum, abriu espaço também para uma nova modalidade de entrega: a de drinques. De casa, passou a ser possível sentir o aroma e sabor de misturas que, antes, só seriam saboreadas se feitas pelas mãos dos bartenders. Receita e ingredientes à disposição, era hora de cada cliente por o seu talento à prova. Muito mais do que entregar um produto de qualidade, é dar ao consumidor a memória afetiva em meio a um turbilhão de sentimentos que o isolamento tem proporcionado. É levá-lo a reviver momentos e experiências sem sair de casa.
Mas, ainda assim, com todas as propostas lançadas visando a manutenção de empregos e do negócio, marcas e empresas ligadas ao entretenimento sentiram a necessidade de reforçar um ingrediente importante neste período: a solidariedade. Ações solidárias já estavam intrínsecas a algumas organizações, no entanto, em um momento no qual grande parte da população se encontra em situação de vulnerabilidade, refletir sobre valores e propósitos, além de coloca-los em prática, torna-se ainda mais essencial. É no período de crise que a solidez de todos os ideais é posta à prova.
O começo de tudo acontece dentro da própria empresa, com colaboradores e funcionários. Transparência, confiança e contribuição a quem disponibiliza tanto de si por quem está no comando. E então o projeto ganha novas proporções e se materializa na forma de eventos solidários. Via internet, é claro. Por trás de cada arrecadação, há uma finalidade, um incentivo e a expectativa de que o mundo, seja ele corporativo ou não, aprenda a abraçar definitivamente as causas sociais.
Em tempos de caos, o entretenimento é um convite não só para que as pessoas encontrem momentos de leveza e distração no cotidiano, mas também para que cada um reflita sobre seu papel como ser humano. Porque há sim esperança de dias melhores. Para isso, é preciso sintonizar corpo e alma. Ficar bem e fazer o outro se sentir bem, na expectativa de que, em breve, brindes sejam presenciais e o “garçom, vê a saideira!” volte a ser declarado em alto e bom som pelos salões dos bares – dos mais tradicionais aos recém-chegados ao circuito.
Já dizia o samba de Nelson Cavaquinho: o Sol há de brilhar mais uma vez, a luz há de chegar aos corações.
*O autor é  sócio e diretor comercial de Beach Bar, na Praia de Camburi, em Vitória
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