Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Artigos
  • ES perde o caminho do desenvolvimento com condição ruim das estradas

Artigo de Opinião

Infraestrutura

ES perde o caminho do desenvolvimento com condição ruim das estradas

Não é possível convivermos com rodovias da mesma forma de quando foram implantadas nas décadas de 60 e 70

Publicado em 24 de Abril de 2019 às 20:18

Publicado em 

24 abr 2019 às 20:18
Obras de duplicação da BR 262
Romeu Rodrigues*
Segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com dados da Fundação Dom Cabral, 86% do transporte da carga brasileiro, excluído o minério de ferro, que usa intensivamente as ferrovias, e o petróleo, que usa muito a cabotagem, é feito através de rodovias.
De acordo com a última pesquisa publicada pela Confederação Nacional do Transporte, 62% das rodovias brasileiras estavam em condição regular, ruim ou péssima em 2017. No Sudeste, destacam-se Minas Gerais e Espírito Santo, com 70% e 68% das rodovias nessas condições, respectivamente. Em estado ruim e péssimo encontram-se 33% das estradas de Minas e 39% das do Espírito Santo.
Rodovias em mau estado significam maior número de acidentes, maiores custos de manutenção da frota, longos tempos de trânsito, resultando tudo isso em fretes mais caros.
Se, num exemplo grosseiro, um caminhão pudesse trafegar numa estrada a uma velocidade média de 60 km/h, num percurso de 240 km, saindo às 8h, chegaria ao destino às 12h15, parando uma vez para o motorista esticar as pernas. Daria para ir e voltar no mesmo dia.
Se a velocidade média cai para 30 km/h, ele chegará às 17h30, pois precisará parar para almoçar e terá que pernoitar. Serão três refeições, pernoite e a remuneração do motorista triplicada. Custos adicionais que serão pagos por alguém, provavelmente o consumidor ou o produtor.
Segundo a CNI, o Sudeste envia mais carga para o Nordeste e para o Norte, do que recebe dessas regiões. Sobe mais carga geral, que representa a carga industrializada, e descem majoritariamente granéis. Portanto, o Norte e o Nordeste são os mais penalizados por maiores custos de transporte das cargas industrializadas que precisam receber.
Não é mais possível convivermos com rodovias que estão praticamente da mesma forma que foram implantadas nas décadas de 60 e 70. Traçados precisam ser retificados, pontes, viadutos e túneis construídos e sinalizações atualizadas.
Há trechos que necessitam não mais de duplicação, mas sim de triplicação. Isso só será possível com a concessão dessas estradas. O pedágio, ou parte dele, retornará à população na forma de menores custos de transporte e em número de vidas poupadas.
Nesse contexto, o Espírito Santo precisa defender a urgente concessão da BR 262, no seu trecho de Vitória a João Monlevade (MG), em conjunto com o trecho da BR 381 de João Monlevade a Belo Horizonte. A concessão conjunta permitirá a viabilidade econômica para que esses eixos possam ser duplicados.
O governo federal está disposto a isso, mas se o Estado não se mobilizar, pode perder o caminhão da história.
*O autor é mestre em Engenharia de Produção, consultor de Logística e executivo do Coinfra/Findes
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados