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Navalha passando

Após críticas, governo Casagrande exonera dois sobrinhos de Lelo

Um dia após entrevista de Lelo com críticas duras ao governador, presidente do Procon-ES demitiu parentes do ex-deputado de cargos comissionados no órgão

Publicado em 20 de Fevereiro de 2020 às 18:00

Públicado em 

20 fev 2020 às 18:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Para Lelo, Casagrande se sente assombrado for fantasma de Paulo Hartung Crédito: Amarildo
Um dia após a entrevista de Lelo Coimbra (MDB) à coluna com críticas duras ao governador Renato Casagrande (PSB), dois sobrinhos do ex-deputado federal foram exonerados do governo estadual: nesta quarta-feira (19), ambos perderam os respectivos cargos comissionados que ocupavam no Procon-ES.
Bruno Pimentel Coimbra estava lotado no cargo de agente de serviço técnico, ganhando R$ 3,6 mil brutos por mês. Ele é filho do irmão mais velho de Lelo, José Coimbra (já falecido), que chegou a ser vereador de Vitória. Já Laila Freitas Coimbra atuava como assessora especial no órgão de defesa do consumidor, com salário de R$ 5,7 mil brutos. Ela é filha de Lauro Coimbra, delegado da Polícia Civil e também irmão mais velho de Lelo.
Os atos de exoneração foram publicados na edição desta quarta-feira do Diário Oficial do Estado. Aliados de Lelo entendem que só há uma interpretação possível para a medida: retaliação direta do governo Casagrande ao ex-deputado, por conta do teor de sua entrevista à coluna, publicada na véspera.
Na entrevista, Lelo acusou o governo estadual e o próprio governador de estarem interferindo diretamente contra ele na disputa interna do MDB pela presidência estadual do partido (hoje exercida por Lelo). Em uma barriga que se arrasta há cerca de nove meses, a disputa põe em lados opostos o grupo do próprio Lelo e os emedebistas ligados ao ex-deputado federal Marcelino Fraga.
No último domingo (16), estava marcada a convenção estadual do MDB, a qual acabou sendo cancelada na véspera pela Comissão Provisória Estadual, presidida por Lelo, sob a alegação de “instabilidade jurídica”, já que a chapa representada por Marcelino se encontrava sub judice.
Na segunda-feira (17), Lelo deu a entrevista à coluna, publicada no dia seguinte. Segundo ele, Casagrande teria inclusive recebido delegados do MDB pessoalmente no Palácio Anchieta na semana passada para orientar apoio à chapa de Marcelino Fraga contra a dele. Tudo porque, segundo Lelo, o governador estaria convencido de que, se ele permanecer na presidência estadual, o MDB será usado como plataforma política pelo ex-governador Paulo Hartung – de quem Lelo é histórico aliado e Casagrande, inimigo mortal.
Sempre de acordo com Lelo, o governador Renato Casagrande seria “assombrado pelo fantasma de Paulo Hartung”. “O Paulo já desencarnou da política estadual, mas o governador ainda não desencarnou dele.”
Em resposta publicada na quarta-feira (19) – mesmo dia das exonerações –, falando em nome do Palácio Anchieta, o secretário estadual de Governo, Tyago Hoffmann (PSB), rebateu as declarações de Lelo no mesmo tom. Disse que o governo acompanha de longe a eleição no MDB-ES e que Lelo busca “responsabilizar terceiros para esconder sua incompetência na condução do próprio partido”.

O CARRASCO FOI UM EMEDEBISTA!

Os atos de exoneração dos dois sobrinhos de Lelo são assinados pelo diretor-presidente do Procon-ES, Rogério da Silva Athayde, nomeado para o cargo por Casagrande recentemente, no início de janeiro.
Curiosamente, assim como Lelo, Athayde é filiado ao MDB, porém pertence a uma ala do partido no Espírito Santo que prefere uma aliança com o governo Casagrande – incluindo o apoio do partido à reeleição do prefeito Victor Coelho (PSB), em Cachoeiro de Itapemirim, onde o MDB é presidido pelo próprio Athayde.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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