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Publicado em 26 de março de 2026 às 17:32
As universidades públicas, além dos institutos federais, devem implementar uma política de prevenção e enfrentamento da violência contra as mulheres. Além de mudanças nos currículos, para que haja debates sobre gênero, raça e etnia nas instituições, a medida quer a instalação de cuidotecas com a intenção de oferecer um lugar para que as mães possam deixar seus filhos durante as aulas.>
A informação é da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, que esteve em Vitória nesta quinta-feira (26) para participar do lançamento do Atlas das Mulheres do Espírito Santo. O documento é resultado de uma pesquisa baseada na coleta de dados, registro, identificação e organização de informações relacionadas à população feminina.>
A inclusão da violência de gênero e dos direitos das mulheres, conforme explica a ministra, é resultado de um protocolo de intenções assinado entre os ministérios das Mulheres e da Educação, na última quarta-feira (25).>
“Nós assumimos o compromisso de reunir o Conselho Nacional de Educação para que possamos mudar os currículos, para que todas as graduações e pós-graduações possam ter esse aprendizado sobre os direitos das mulheres e as razões pelas quais elas são tão ofendidas, violentadas e discriminadas”, comentou a ministra.>
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A ideia da titular da pasta é transformar a realidade dentro das universidades com políticas de prevenção e acolhimento. Márcia Lopes lembrou que existe uma pesquisa que mostra que 30% dos homens jovens afirmam que as mulheres devem ser submissas a eles.>
“Por isso, o ato com o Ministério da Educação é tão fundamental para mudar essa trajetória. A ideia é estimular campanhas permanentes, para que os planos pedagógicos incorporem esse conteúdo”, comentou.>
Durante o lançamento do Atlas das Mulheres, Márcia Lopes se solidarizou com a morte da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa Matos.>
“Trago a minha solidariedade, da minha equipe e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele fica muito estarrecido diante de cada acontecimento, diante de cada morte. É muito duro acordar de manhã com a responsabilidade que temos e pensar: ‘E hoje, onde foi? Quem foram essas mulheres? Onde elas estavam? O que aconteceu com elas? Que história é essa? Que trajetória elas tiveram e viveram?’ O feminicídio é o fim da linha.”>
Após dois anos de pesquisas, o governo do Estado lançou, nesta quinta-feira (26), o Atlas das Mulheres do Espírito Santo — um estudo inédito que reúne dados sob diferentes perspectivas, tais como religião, política, trabalho, maternidade e orientação sexual. Os indicadores podem subsidiar políticas públicas mais efetivas ao considerarem as especificidades e experiências vivenciadas pela população feminina. >
Para chegar a esse resultado, além de contar com dados do Censo 2022 e anuários de segurança, a Secretaria Estadual das Mulheres (SESM) promoveu pesquisas de campo, com rodas de conversa e escutas qualitativas, possibilitando catalogar 19 segmentos sociais, divididos em 31 tópicos, que abarcam o público feminino no Espírito Santo. >
"O Atlas das Mulheres mostra o caminho que precisa ser seguido para a implantação de políticas públicas voltadas para o enfrentamento da violência. Também é uma forma de salvar vidas e nós não podemos aceitar perder mais nenhuma mulher para esse crime brutal que é o feminicídio. Nós estamos apontando o caminho. O Espírito Santo está totalmente envolvido nessa missão", comentou a secretaria das Mulheres do Espírito Santo, Jacqueline Moraes.>
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