A Gazeta portal de notícias do Espirito Santo

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Sérgio Sá: o vice-prefeito espremido entre Luciano e Casagrande
Sobrou para ele

Sérgio Sá: o vice-prefeito espremido entre Luciano e Casagrande

Tanto o governador como o presidente estadual do PSB puseram panos quentes na decisão de Luciano de exonerar Sérgio Sá da Secretaria de Habitação de Vitória. O vice reafirma que foi "retaliação" porque ele quer a cadeira do prefeito

Publicado em 04 de Fevereiro de 2020 às 19:28

Públicado em 

04 fev 2020 às 19:28
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas Vitor Vogas
Luciano Rezende, Sérgio Sá e Renato Casagrande Crédito: Montagem: Vitor Vogas

O governador Renato Casagrande atenuou, nesta terça-feira (4), a decisão do prefeito Luciano Rezende, seu aliado de primeira hora, de exonerar o vice-prefeito de Vitória, Sérgio Sá, da Secretaria Municipal de Obras e Habitação, um dia após Serginho, como é mais conhecido, ter assinado o livro de candidaturas a prefeito de Vitória aberto pela direção municipal do PSB. Para Casagrande, a atitude de Luciano não foi em retaliação à pré-candidatura de Serginho, ao contrário do que este afirmou publicamente logo após a exoneração.

“Não chamo de retaliação”, opinou o governador. “Foi uma posição política. Se o Sérgio Sá se coloca como candidato a prefeito, é até bom para ele ter liberdade para poder seguir em frente e tentar viabilizar sua pré-candidatura.”

Casagrande e Serginho são correligionários no PSB. Já Luciano comanda, no Estado, o Cidadania (antigo PPS), principal partido aliado do PSB no governo estadual. E, como é sempre bom lembrar, tem candidato próprio à sucessão: o deputado estadual Fabrício Gandini, também do Cidadania.

O presidente estadual do PSB, Alberto Gavini, seguiu a mesma linha de pôr panos quentes no assunto. Segundo ele, Luciano tomou uma decisão administrativa (e não política), pensando na própria gestão, já que, a partir do momento em que se declara pré-candidato, o vice-prefeito precisa trabalhar para se viabilizar politicamente e, assim, já não teria condições de se concentrar integralmente em suas atribuições à frente da pasta.

“Consideramos a atitude do Luciano um ato administrativo normal. Isso não promove nenhum problema de relacionamento entre o PSB e o Cidadania, nem entre o prefeito e o governador. Isso está bem entendido. Evidentemente, o nosso companheiro ficou chateado. Mas qualquer gestor faria a mesma coisa porque tem que dar continuidade às atividades da secretaria. Já que o Serginho se colocou à disposição para ser candidato, ele estará com a cabeça muito mais voltada para isso, e a secretaria não pode parar.”

O próprio Sérgio Sá discorda:

“Primeiro, respeito a opinião de Casagrande e de Gavini. Mas contra fatos não há argumentos. Me inscrevi na quinta-feira. Fui exonerado na sexta-feira. Aí é só fazer a interpretação. Para bom entendedor, um pingo é letra.”

De fato, os caciques do PSB buscaram uma explicação honrosa para abafar o incêndio entre Luciano e seu vice antes que as chamas se espalhem para a relação entre os respectivos partidos, mas a cronologia da exoneração de Serginho da Secretaria de Habitação – onde ele diz que estava desde 2005 – dificulta outra interpretação para o ato que passe ao largo de motivações político-eleitorais.

Até porque, se a pré-candidatura do vice-prefeito era um problema, por que não foi exonerado antes? Serginho se apresenta como pré-candidato a prefeito, pelo menos, desde abril de 2019. E por que não depois? No início de abril, por imposição legal, ele teria mesmo que se desincompatibilizar do cargo de secretário para poder participar do pleito de outubro – disputando qualquer cargo. A exoneração assim, um dia após a assinatura do livro do PSB – e, segundo Serginho, sem aviso prévio –, soou mesmo um tanto quanto intempestiva.

De resto, exemplos não faltam de pré-candidatos a prefeito que conciliam o esforço político de viabilização eleitoral com o trabalho à frente de alguma secretaria, em prefeituras e no próprio governo do Estado. Aliás, se isso constitui um problema por si só e se “qualquer gestor faria a mesma coisa”, o governador teria que ser o primeiro a exonerar seu secretário estadual de Trabalho e Assistência Social, Bruno Lamas (PSB), candidatíssimo de seu partido a prefeito da Serra. Mas… não é necessário, né?

A fim de se viabilizar, Serginho Sá contava justamente com a exposição proporcionada por seu trabalho à frente da Secretaria de Habitação. E agora ficou sem ela, segundo seus próprios companheiros, justamente porque precisa se viabilizar.

Ninguém combinou com ele. Nem Luciano ao reagir, nem Casagrande e Gavini ao justificarem a reação do aliado.

Vitor Vogas

Vitor Vogas Vitor Vogas

Vitor Vogas é jornalista com atuação na imprensa capixaba há quase 20 anos. Cobriu várias eleições. De 2008 a 2021, trabalhou na Rede Gazeta, como repórter e colunista de Política. Também foi comentarista da CBN. Em 2026, após passagens por veículos da Rede Capixaba e do Grupo Sim, voltou a assinar esta coluna. Aqui, diariamente, você encontra informações de bastidores e análises em profundidade sobre o cenário político do Espírito Santo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Adolescente de 17 anos é morto a tiros e namorada fica ferida na Serra
Adolescente de 17 anos é morto a tiros e namorada fica ferida na Serra
Operação Hexágono cumpre 38 mandados de prisão no Sul do Espírito Santo
Operação mobiliza 153 policiais e cumpre mandados em 13 cidades do Sul do ES
Imagem de destaque
Uma aposta leva R$ 324 milhões na Mega-Sena; 4 bateram "na trave" no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.