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Tratamento

Quimioterapia: entenda o tratamento de Kate Middleton contra o câncer

Oncologista comenta arsenais de terapias disponíveis no combate à doença e faz alerta sobre falta de informação poder prejudicar o diagnóstico e tratamento de tumores

Publicado em 22 de Março de 2024 às 20:50

Redação de A Gazeta

Publicado em 

22 mar 2024 às 20:50
Kate Middleton, princesa de Gales, anuncia que está com câncer
Kate Middleton, princesa de Gales, anuncia que está com câncer Crédito: Instagram/Reprodução
Nesta sexta-feira (22), Kate Middleton (42) anunciou através de um vídeo oficial que está com câncer. Durante o comunicado, a princesa explicou ainda que já está realizando sessões de quimioterapia.
No início deste ano, Kate passou por uma cirurgia no abdome, sem detalhes sobre o motivo que levou à necessidade do procedimento. "Eu precisei de tempo para me recuperar da minha cirurgia e começar o tratamento", disse no vídeo publicado nas redes sociais.
"Em janeiro, eu passei por uma grande cirurgia abdominal e na ocasião pensou-se que minha condição não era de câncer. A cirurgia foi bem-sucedida, no entanto, exames após a operação mostraram que havia câncer. Minha equipe médica aconselhou que eu me submetesse a uma quimioterapia, e agora estou nos estágios iniciais desse tratamento", contou. Não foi divulgado o tipo de câncer e nem o estágio da doença. 

O que é quimioterapia?

O tratamento quimioterápico consiste basicamente na utilização de medicamentos que tem por missão eliminar as células cancerosas e impedir que elas se espalhem e se multipliquem no organismo.
De acordo com Mariana Laloni, oncologista da Oncoclínicas, dentre as diversas finalidades de indicação da quimioterapia, o especialista irá avaliar o tipo do tumor, tamanho, localização, se existem ou não metástases, idade do paciente, estado geral de saúde, medicamentos em uso e histórico. "Depois de obter todas as respostas, o tratamento adequado será indicado ao paciente, podendo ou não ser adotadas estratégias combinadas a outras alternativas terapêuticas", diz.
Entre as finalidades do uso deste tipo de medicação, estão:
  • Quimioterapia curativa: na tentativa de curar o câncer completamente;

  • Quimioterapia neoadjuvante: feita antes ou associada a outros tratamentos, para deixá-los ainda mais eficazes. Aqui, o objetivo da quimioterapia é “encolher” o tumor para potencializar o efeito da radioterapia ou da cirurgia;

  • Quimioterapia adjuvante: feita após a cirurgia ou a radioterapia, como forma de evitar a recidiva (retorno) do câncer;

  • Quimioterapia paliativa: se a cura não for possível, a quimioterapia pode ser realizada para o alívio dos sintomas do câncer.
A médica lembra que os avanços científicos no combate ao câncer garantem atualmente um vasto leque de possibilidades para os pacientes oncológicos, que serão definidas a partir de avaliações do perfil da doença de cada indivíduo, de forma cada vez mais personalizada.
“Precisamos lembrar que existe um arsenal de estratégias médicas possíveis, a maioria delas muito avançadas e com altas taxas de cura. Cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapias alvo são alguns dos pilares de tratamento que mudaram o panorama de uma doença que, no passado, já foi tão temida”, comenta Mariana Laloni.
Para a médica, mesmo com os avanços e casos de cura, ainda existe um grande desafio em desmistificar o diagnóstico de câncer e tratamentos para a doença. "Temos a obrigação de informar corretamente e preservar a individualidade dos pacientes, sejam pessoas públicas ou indivíduos comuns", comenta.
Atualmente, considerando uma prevalência de cinco anos da doença, a OMS informa que aproximadamente 53,5 milhões de pessoas estão vivendo com câncer em todo mundo, sendo que 1,6 milhão delas está no Brasil - um número que, conforme as perspectivas da entidade, seguirá crescendo.

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