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Pesquisa internacional busca pacientes no ES com doença respiratória para tratamento

Pesquisa internacional busca pacientes no ES com doença respiratória para tratamento

Falta de ar ao subir escadas, tosse persistente e cansaço frequente podem ser sinais de uma doença respiratória que afeta milhões de brasileiros

Publicado em 18 de março de 2026 às 18:58

Mulher com dificuldade em respirar
A doença respiratória obstrui o fluxo de ar dos pulmões, dificultando a respiração Crédito: Shutterstock

No Espírito Santo, um centro de pesquisa está recrutando voluntários para participar de estudos internacionais que buscam novas alternativas de tratamento para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), doença respiratória que obstrui o fluxo de ar dos pulmões, dificultando a respiração. Conduzidas pelo Cenders, as pesquisas fazem parte de projetos científicos globais voltados a ampliar o conhecimento sobre a doença e avaliar novas abordagens terapêuticas capazes de melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

A condição está frequentemente associada ao tabagismo e costuma se manifestar principalmente após os 40 anos. Entre os sintomas mais comuns estão falta de ar progressiva, tosse persistente, produção de secreção e limitação para atividades cotidianas, como caminhar ou subir escadas.

De acordo com a pneumologista Waleska Cintra, doenças respiratórias crônicas como a DPOC muitas vezes evoluem de forma silenciosa e podem levar anos até serem diagnosticadas. “É comum que os pacientes associem a falta de ar ao envelhecimento ou ao sedentarismo e acabem adiando a busca por avaliação médica. O diagnóstico precoce é importante para iniciar o tratamento adequado e evitar a progressão da doença”, explica.

Atualmente, o Cenders conduz dois estudos clínicos com perfis diferentes de participantes. O primeiro é direcionado principalmente a fumantes ou ex-fumantes que apresentam sintomas respiratórios relacionados à DPOC, especialmente aqueles que também possuam risco ou diagnóstico de doença cardiovascular.

Já o segundo é voltado para pacientes que já possuem diagnóstico médico da doença, têm entre 40 e 80 anos, utilizam tratamento inalatório regularmente e apresentaram crises ou piora da condição no último ano.

Segundo a especialista, os estudos clínicos são fundamentais para o avanço da medicina e para o desenvolvimento de novas alternativas terapêuticas. “A pesquisa clínica permite avaliar de forma rigorosa a segurança e a eficácia de novos tratamentos. É por meio desses estudos que a medicina consegue evoluir e oferecer opções cada vez melhores para os pacientes”, destaca.

Os interessados em participar passam por uma triagem inicial, na qual a equipe médica avalia se o paciente se enquadra nos critérios definidos pelos protocolos de pesquisa. Se aprovados, o paciente faz o tratamento gratuitamente. Além das características gerais, existem outros fatores clínicos e de saúde que também precisam ser analisados individualmente.

A participação em pesquisas clínicas é voluntária e segue rigorosos critérios éticos e científicos, com acompanhamento médico especializado e aprovação de comitês de ética em pesquisa. Pessoas interessadas em saber mais sobre a possibilidade de participação podem entrar em contato com o Cenders para receber orientações sobre a triagem e os próximos passos.

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