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Distúrbio visual

Novas lentes desaceleram o avanço da miopia em crianças e adolescentes

A alta miopia (maior que 5 graus) é um problema de saúde pública no mundo e no Brasil, além de ser fator de risco para a perda da visão.
Redação de A Gazeta

Publicado em 

22 jul 2024 às 08:00

Publicado em 22 de Julho de 2024 às 08:00

Criança usando óculos
A lente promete desacelerar o desenvolvimento da miopia em crianças e adolescentes de 6 a 17 anos Crédito: Shutterstock
miopia deve atingir metade da população mundial até 2050 e o controle do controle do distúrbio visual, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), está relacionado à melhor qualidade de vida no curto prazo e à manutenção da saúde ocular ao longo do tempo.
A alta miopia (maior que 5 graus) é um problema de saúde pública no mundo e no Brasil, além de ser fator de risco para a perda da visão. Estimativas da OMS para o nosso país apontam, até 2040, o aumento de 84.8% no número de altos míopes, passando de 6,6 milhões para 12,2 milhões.
O alongamento do olho (aumento do comprimento axial) causado pela miopia fragiliza a retina. Entre as complicações causadas pela alta miopia estão rasgos e descolamento da retina, edema na mácula (porção central da retina), catarata e problemas de circulação que podem levar à degeneração da retina e ao glaucoma.

Lentes que desaceleram o avanço da miopia

Para desacelerar o desenvolvimento da miopia em crianças e adolescentes de 6 a 17 anos, e proporcionar uma visão tão boa quanto as lentes monofocais convencionais, a empresa alemã Zeiss desenvolveu um modelo de lentes chamada de Myocare. 
A tecnologia Cylindrical Annular Refractive Elements (C.A.R.E.), alterna zonas de desfocagem e correção por meio de microestruturas que formam padrões semelhantes a anéis na superfície frontal da lente, expandindo-se em direção à sua periferia, com uma zona livre central. As medidas da zona funcional (a que contém os anéis) e central (livre de anéis) variam entre as crianças até 10 anos e aquelas acima de 10 anos. Essas mudanças consideram as alterações na anatomia facial da criança conforme o crescimento, como o tamanho e distância entre as pupilas.
Para chegar às lentes Myocare, a empresa se baseou em vários estudos, inclusive participando e realizando alguns deles. A empresa fez uma parceria com a Life Child, pesquisa global que monitora a saúde ocular e o desenvolvimento visual em crianças, e a Universidade de Leipzig, na Alemanha, para a realização de um estudo de coorte longitudinal de base populacional com 1965 crianças de 3 a 16 anos de idade, para acompanhamento da refração, acuidade visual e desenvolvimento axial do olho. Realizaram follow-up anual no período de 10 anos.
Também criou e testou vários protótipos de lentes com o Wenzhou Medical University Eye Hospital, na China. Com esta instituição, tem desenvolvido um ensaio (clínico prospectivo, randomizado, duplo-cego, controlado, de dois anos, com quase 240 crianças de 7 a 12 anos), cujos resultados provisórios de 12 meses demonstraram diminuição da progressão da miopia - 16% das crianças que usaram lentes Zeiss MyoCare não apresentaram alongamento do olho, responsável pela miopia. Isso é mais que o dobro em relação àquelas que utilizaram lentes corretivas convencionais.

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