Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Se Cuida
  • Sintomas de asma: saiba identificar os principais sinais da crise
Entenda

Sintomas de asma: saiba identificar os principais sinais da crise

A doença costuma apresentar períodos de controle intercalados com momentos de piora dos sintomas

Publicado em 07 de Maio de 2026 às 09:01

Guilherme Sillva

Publicado em 

07 mai 2026 às 09:01
Homem com asma
Os sinais podem aparecer de forma leve ou mais intensa
Crédito: shutterstock

A asma é uma doença respiratória crônica caracterizada pela inflamação das vias aéreas, que provoca estreitamento dos brônquios e dificulta a passagem do ar. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), trata-se de uma das condições respiratórias mais comuns no mundo, podendo se manifestar em diferentes fases da vida e variar de intensidade ao longo do tempo. 


A pneumologista Edina Fassarella, da Unimed Sul Capixaba, diz que a doença costuma apresentar períodos de controle intercalados com momentos de piora dos sintomas. Os sintomas mais frequentes da asma incluem falta de ar, chiado no peito, tosse persistente e sensação de aperto no tórax


Esses sinais podem aparecer de forma leve ou mais intensa, geralmente piorando à noite, durante atividades físicas ou após exposição a fatores irritantes, como poeira, fumaça e mudanças de temperatura, conforme apontam diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e da Global Initiative for Asthma, organização internacional referência no tema. A médica explica que muitos pacientes convivem com esses sintomas por um longo período sem diagnóstico, o que pode atrasar o início do tratamento adequado.


“Durante uma crise de asma, os sintomas se intensificam e podem incluir falta de ar súbita, dificuldade para falar frases completas, respiração acelerada, sensação de sufocamento e até coloração arroxeada nos lábios em casos mais graves. Nessas situações há um estreitamento acentuado das vias aéreas, reduzindo a entrada de oxigênio no organismo. A crise é um sinal de descontrole da doença e pode representar risco, principalmente quando não tratada rapidamente", explica a especialista.


Para saber se uma pessoa tem asma, é importante observar a repetição desses sintomas ao longo do tempo, especialmente quando associados a gatilhos como alergias, infecções respiratórias ou esforço físico. O diagnóstico é feito com base na avaliação clínica e no histórico do paciente, podendo ser confirmado por exames de função pulmonar, como a espirometria, recomendada pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Outros exames podem ser solicitados para descartar doenças semelhantes.


Dificulta a realização de atividades


A pneumologista Flavia Filardo Vianna, do Iamspe, explica que a doença se apresenta em crises, ou seja, os sintomas surgem e são controlados após o início do tratamento. "No caso dos pacientes com quadro mais leve, a adesão é uma dificuldade importante. Eles deixam de tomar o medicamento e de realizar o acompanhamento médico assim que os sintomas melhoram. Isso prejudica o tratamento e a qualidade de vida".

 

asma dificulta a realização de atividades simples, como subir escadas ou caminhar distâncias curtas. É comum pacientes se acostumarem com as limitações causadas pela doença, o que atrasa o diagnóstico e o início do tratamento, podendo piorar a intensidade das crises.
 

“Existem crises de asma em que a contração do brônquio exige a ventilação mecânica, porque o ar não entra, dificultando a oxigenação”, comenta.
 

O paciente deve procurar por atendimento médico nos primeiros sintomas de crise de asma. A depender do desconforto, a orientação é ir ao pronto-socorro mais próximo. Com a estabilização do quadro, o acompanhamento deve ser feito por um médico pneumologista em ambulatório.


Tratamento da asma


De acordo com Edina Fassarella as causas da asma envolvem uma combinação de fatores genéticos e ambientais. “A exposição a alérgenos, como ácaros, mofo e pelos de animais, além de poluição, fumaça e infecções virais, está entre os principais desencadeantes das crises. Identificar esses gatilhos é parte fundamental do controle da doença, já que evita a recorrência dos sintomas".


Ela ressalta que o tratamento da asma é baseado no uso de medicamentos, principalmente broncodilatadores e corticoides inalatórios. “Esses medicamentos ajudam a controlar a inflamação e melhorar a respiração. Além disso, mudanças no estilo de vida e o acompanhamento médico regular são essenciais para manter a doença controlada. Quando bem conduzido, o tratamento permite que o paciente tenha uma rotina normal”.


Apesar de não ter cura, a asma pode ser controlada de forma eficaz. A médica alerta que com diagnóstico precoce, uso correto das medicações e acompanhamento contínuo, é possível reduzir as crises e melhorar a qualidade de vida. "Qualquer sinal de dificuldade respiratória recorrente deve ser investigado, já que o controle adequado da doença faz diferença na segurança e no bem-estar do paciente", finaliza.

Veja Também 

Imagem de destaque

Juninho, ex-prefeito de Cariacica, descobre tumor na cabeça após perder a esposa com câncer

Imagem de destaque

Tumor na cabeça: entenda a doença que afeta Juninho, ex-prefeito de Cariacica

Mulher com dor no peito

Arritmia cardíaca: veja os principais sintomas da doença

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Pessoa de bicicleta na ciclovia em Camburi, Vitória
Furtos e roubos de bikes elétricas quase quadruplicam no ES em um ano
Projeto Mostra Turmalina de Mulheres Negras na Fotografia será realizado no Mucane
Vitória recebe mostra de mulheres negras na fotografia; inscrições estão abertas
Imagem BBC Brasil
De 'guardião' da Constituição de 1988 ao centro da política: como o STF ficou tão poderoso

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados