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Arritmia cardíaca: veja os principais sintomas da doença

A doença é caracterizada por alterações no ritmo dos batimentos do coração, que podem ocorrer de forma acelerada, lenta ou irregular

Publicado em 22 de Abril de 2026 às 16:50

Guilherme Sillva

Publicado em 

22 abr 2026 às 16:50
Mulher com dor no peito
Dor no peito é um dos sinais da arritmia cardíaca shutterstock

A arritmia cardíaca é caracterizada por alterações no ritmo dos batimentos do coração, que podem ocorrer de forma acelerada, lenta ou irregular. Esse descompasso acontece quando há falhas nos impulsos elétricos que controlam a atividade cardíaca. O tema voltou ao assunto após a morte do jogador Oscar Schmidt, que tinha a condição. 


De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), distúrbios do ritmo cardíaco fazem parte do grupo de doenças cardiovasculares e podem variar de quadros leves a situações que exigem acompanhamento contínuo. O cardiologista Gil Gonçalves, da Unimed Sul Capixaba, explica que a arritmia representa uma mudança no padrão normal dos batimentos e pode ou não estar associada a doenças estruturais do coração.


Os sintomas podem variar e nem sempre são percebidos. Quando presentes, incluem palpitações, sensação de batimentos irregulares, tontura, falta de ar, dor no peito e episódios de desmaio. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, esses sinais devem ser observados com atenção, especialmente quando surgem de forma recorrente ou intensa. O cardiologista destaca que manifestações como desmaio e dor no peito exigem avaliação imediata, pois podem indicar maior risco.


“O diagnóstico é feito a partir da avaliação clínica e de exames que registram a atividade elétrica do coração, como o eletrocardiograma. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de monitoramento prolongado para identificar alterações que não aparecem em exames rápidos. A identificação correta do tipo de arritmia é essencial para definir o tratamento. Cada caso deve ser analisado de forma individualizada, considerando histórico e sintomas do paciente”, explica o cardiologista.

Os exames

arritmologista Segundo Fabrício Vassalo, do Hospital Santa Rita, conta que as taquiarritmias ocorrem quando o coração bate mais rápido do que o normal, geralmente acima de 100 batimentos por minuto. Um exemplo comum é a Taquicardia Sinusal, que pode ser uma resposta normal do organismo a situações como exercício físico, ansiedade ou febre. "Já a Fibrilação Atrial é uma arritmia muito frequente, especialmente em pessoas mais velhas. Nela, os átrios (as câmaras superiores do coração) passam a se contrair de forma desorganizada, o que pode causar palpitações, cansaço e aumentar o risco de formação de coágulos e acidente vascular cerebral", explica. 

O médico conta que as arritmias variam desde condições benignas até situações graves que colocam a vida em risco. "Por isso, qualquer sintoma como palpitações persistentes, tontura, falta de ar ou desmaio deve ser avaliado por um médico, idealmente um cardiologista especializado em arritmias, para diagnóstico adequado e definição do tratamento mais seguro". 

O grande desafio das arritmias não é apenas tratá-las, mas documentar o distúrbio elétrico no momento em que ele acontece. "O diagnóstico da arritmia cardíaca começa com uma boa história clínica - entender quando os sintomas surgem, quanto duram e em que contexto aparecem. A partir daí, entram os exames", diz Fabrício Vassalo. 

O mais básico deles é o eletrocardiograma (ECG), que registra a atividade elétrica do coração em segundos. "No entanto, como muitas arritmias são intermitentes, frequentemente recorremos ao Holter 24 horas, que grava o ritmo ao longo de um dia inteiro, ou até a dispositivos de monitorização prolongada por dias ou semanas. Em casos mais complexos, utiliza-se o Estudo Eletrofisiológico, que permite identificar com precisão a origem da arritmia e, muitas vezes, tratá-la no mesmo procedimento".

O tratamento

Gil Gonçalves lembra que uso de anabolizantes para fins estéticos, de performance ou para tratamento de queixas subjetivas (como cansaço, desânimo, redução da libido não devidamente investigada) também têm uma forte associação com o aparecimento de arritmias, muitas delas graves, e potencialmente fatais.

 

O tratamento depende da causa e do tipo de arritmia. Pode envolver mudanças no estilo de vida, uso de medicamentos e controle de doenças associadas. "Em situações específicas, são indicados procedimentos como ablação cardíaca ou o implante de dispositivos. Conforme a OMS, o acompanhamento médico é fundamental para reduzir riscos e melhorar a qualidade de vida. O especialista aponta que nem todas as arritmias exigem intervenção imediata, mas todas precisam de avaliação".

 

A orientação é procurar atendimento médico sempre que houver sintomas persistentes ou sinais mais intensos, como desmaio, dor no peito ou falta de ar. Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, a avaliação precoce pode evitar complicações como insuficiência cardíaca ou eventos mais graves. Gil Gonçalves ressalta que o acompanhamento regular permite identificar alterações precocemente e conduzir o tratamento de forma segura.

 

“A arritmia cardíaca pode ter cura em alguns casos, principalmente quando está relacionada a causas reversíveis. Em outras situações, o controle contínuo é necessário. O diagnóstico precoce e o seguimento adequado permitem que o paciente mantenha qualidade de vida e reduza os riscos associados à condição”, ressalta o médico. 

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