A arritmia cardíaca é caracterizada por alterações no ritmo dos batimentos do coração, que podem ocorrer de forma acelerada, lenta ou irregular. Esse descompasso acontece quando há falhas nos impulsos elétricos que controlam a atividade cardíaca. O tema voltou ao assunto após a morte do jogador Oscar Schmidt, que tinha a condição.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), distúrbios do ritmo cardíaco fazem parte do grupo de doenças cardiovasculares e podem variar de quadros leves a situações que exigem acompanhamento contínuo. O cardiologista Gil Gonçalves, da Unimed Sul Capixaba, explica que a arritmia representa uma mudança no padrão normal dos batimentos e pode ou não estar associada a doenças estruturais do coração.
Os sintomas podem variar e nem sempre são percebidos. Quando presentes, incluem palpitações, sensação de batimentos irregulares, tontura, falta de ar, dor no peito e episódios de desmaio. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, esses sinais devem ser observados com atenção, especialmente quando surgem de forma recorrente ou intensa. O cardiologista destaca que manifestações como desmaio e dor no peito exigem avaliação imediata, pois podem indicar maior risco.
“O diagnóstico é feito a partir da avaliação clínica e de exames que registram a atividade elétrica do coração, como o eletrocardiograma. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de monitoramento prolongado para identificar alterações que não aparecem em exames rápidos. A identificação correta do tipo de arritmia é essencial para definir o tratamento. Cada caso deve ser analisado de forma individualizada, considerando histórico e sintomas do paciente”, explica o cardiologista.
Os exames
O tratamento
Gil Gonçalves lembra que uso de anabolizantes para fins estéticos, de performance ou para tratamento de queixas subjetivas (como cansaço, desânimo, redução da libido não devidamente investigada) também têm uma forte associação com o aparecimento de arritmias, muitas delas graves, e potencialmente fatais.
O tratamento depende da causa e do tipo de arritmia. Pode envolver mudanças no estilo de vida, uso de medicamentos e controle de doenças associadas. "Em situações específicas, são indicados procedimentos como ablação cardíaca ou o implante de dispositivos. Conforme a OMS, o acompanhamento médico é fundamental para reduzir riscos e melhorar a qualidade de vida. O especialista aponta que nem todas as arritmias exigem intervenção imediata, mas todas precisam de avaliação".
A orientação é procurar atendimento médico sempre que houver sintomas persistentes ou sinais mais intensos, como desmaio, dor no peito ou falta de ar. Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, a avaliação precoce pode evitar complicações como insuficiência cardíaca ou eventos mais graves. Gil Gonçalves ressalta que o acompanhamento regular permite identificar alterações precocemente e conduzir o tratamento de forma segura.
“A arritmia cardíaca pode ter cura em alguns casos, principalmente quando está relacionada a causas reversíveis. Em outras situações, o controle contínuo é necessário. O diagnóstico precoce e o seguimento adequado permitem que o paciente mantenha qualidade de vida e reduza os riscos associados à condição”, ressalta o médico.