O deputado federal André Janones (Rede-MG) sofreu uma arritmia cardíaca e precisou ser internado após o debate presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite de domingo, 18, pela Rede Bandeirantes.
Ele está na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star, onde chegou sentindo falta de ar por volta das 2h desta segunda. O quadro de Janones é considerado estável e ele está sendo atendido pela equipe da cardiologista Ludhmila Hajjar.
A arritmia cardíaca é uma alteração na velocidade ou no ritmo dos batimentos do coração. Em condições normais, o coração bate de forma regular e ritmada (geralmente entre 60 e 100 batimentos por minuto em repouso), impulsionado por impulsos elétricos próprios. Quando ocorre uma falha ou interferência nesse sistema elétrico, o coração pode passar a bater fora do ritmo ideal.
A doença que atinge cerca de 20% dos brasileiros, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas. Para o cirurgião cardiovascular Elcio Pires, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, apesar de ser mais comum do que se imagina, a arritmia cardíaca não pode ser tratada apenas como um descompasso do organismo, ela é uma patologia grave que pode levar à morte súbita e merece atenção redobrada.
“As arritmias cardíacas, tanto as taquicardias (quando o ritmo acelera) como as bradicardias (quando o ritmo fica mais lento do que o normal) são perigosas e podem levar à morte. Isso porque ambas revelam que existe uma falha nos estímulos elétricos que fazem o coração bater. E, sem os estímulos corretos, o músculo não consegue contrair e relaxar, como faz naturalmente bombeando o sangue para o corpo. Ele apenas treme e não é capaz de manter a vida”, explicou.
Geralmente as arritmias consideradas malignas são de origem de má formação genética, doenças hereditárias, problemas decorrentes de infartos, cicatrizes de inflamações, doenças coronarianas e insuficiências cardíacas. As benignas são aquelas que acometem corações sem alterações na estrutura e podem ser causadas por diversos fatores, seja por uso de medicamentos ou até mesmo de origem psicológica.
Independente disso, o fato é que os maus hábitos alimentares e uma vida de excessos podem aumentar as probabilidades de um coração saudável manifestar algum tipo de arritmia. Visto que, o aumento de peso, o estresse, o uso do cigarro, consumo exagerado de bebidas alcoólicas e uma dieta pobre em frutas, vegetais, grãos e cereais afetam diretamente a saúde do músculo cardíaco e de suas veias e artérias.
Então, além de manter uma vida equilibrada é importante ficar atento aos sinais que podem indicar uma arritmia, como: palpitações no coração, cansaço excessivo, desmaios, falta de ar, vertigens e enjoos. E, sempre procurar por um médico cardiologista para investigar os sintomas. Na consulta ele fará uma avaliação e se for necessário irá indicar exames complementares como eletrocardiograma e teste ergométrico.
“Em todos os casos é fundamental que o médico descubra qual a causa dessa arritmia, porque assim é possível interromper de maneira eficaz esse descompasso. E para cada paciente existe uma indicação terapêutica diferente, alguns precisam de correção cirúrgica, outros de medicamentos e outros ainda só precisam eliminar alguns maus hábitos para voltar a ter uma vida normal. Então, meu conselho é para que as pessoas que percebem o coração acelerar sem motivos claros, procurem rapidamente por auxílio médico”, enfatizou.