Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Se Cuida
  • Convulsão: médico explica causas, sintomas e como agir durante uma crise
Saúde

Convulsão: médico explica causas, sintomas e como agir durante uma crise

Especialista alerta para os erros mais comuns ao socorrer uma pessoa durante uma convulsão e explica quando o episódio exige atendimento de emergência

Publicado em 24 de Julho de 2026 às 10:41

Aline Almeida

Publicado em 

24 jul 2026 às 10:41
Médico explica como identificar uma convulsão e o que fazer na hora da crise
Médico explica como identificar uma convulsão e o que fazer na hora da crise Canva

Ver uma pessoa sofrer uma convulsão costuma provocar desespero em quem está por perto. A cena, marcada por perda de consciência e movimentos involuntários do corpo, ainda é cercada por mitos, como o de colocar objetos na boca da vítima para evitar que ela "engula a língua".


Mas segundo o neurocirurgião endovascular e mestre em Neurociências Ulysses Caus Batista, esse é justamente um dos erros mais perigosos que podem ser cometidos.


Em entrevista ao Se Cuida, o especialista explica que a convulsão acontece quando há uma descarga elétrica anormal e temporária no cérebro, interrompendo seu funcionamento normal.

Nosso cérebro funciona por meio de impulsos elétricos entre os neurônios. Quando ocorre uma descarga elétrica anormal e muito intensa, ela pode provocar alterações no funcionamento cerebral, levando à perda da consciência, movimentos involuntários e outros sintomas


Embora muitas pessoas associem imediatamente uma convulsão à epilepsia, o médico ressalta que nem toda crise significa que a pessoa tenha a doença.


"Uma convulsão isolada pode acontecer por diversos motivos. Epilepsia é uma doença caracterizada pela predisposição a crises recorrentes. Ou seja, uma pessoa pode ter uma única convulsão na vida e nunca mais apresentar outro episódio."

Quais são as causas?

De acordo com Ulysses Batista, a epilepsia continua sendo a principal causa das crises convulsivas, mas está longe de ser a única.

Médico explica como agir em caso de convulsões
Médico explica como agir em caso de convulsões ChatGPT

Traumatismos cranianos, acidente vascular cerebral (AVC), tumores cerebrais, infecções do sistema nervoso, alterações da glicose e dos sais minerais, além do consumo excessivo ou da abstinência de álcool e outras drogas, também podem desencadear uma convulsão.


Nas crianças, um quadro de febre alta, especialmente quando a temperatura sobe rapidamente, também merece atenção.


Nem toda crise faz a pessoa cair no chão

As cenas mais conhecidas são as crises generalizadas, em que a pessoa perde a consciência, cai e apresenta movimentos repetitivos dos braços e das pernas. No entanto, elas não são as únicas.


"As crises focais são muito frequentes e começam em apenas uma região do cérebro. Já as generalizadas acometem os dois hemisférios cerebrais e costumam causar perda da consciência e movimentos de todo o corpo", explica o neurocirurgião.


Em alguns pacientes que já convivem com a epilepsia, é possível perceber sinais de que uma crise está prestes a acontecer. Esse fenômeno recebe o nome de aura.

O paciente pode sentir um cheiro diferente, alterações na visão, formigamentos, um mal-estar abdominal ou até uma sensação súbita de medo. Mas a maioria das convulsões acontece sem qualquer aviso


O que fazer durante uma convulsão?

Mais importante do que agir rapidamente é agir corretamente. Segundo o especialista, o primeiro passo é manter a calma e proteger a pessoa para evitar lesões.


A recomendação é deitar a vítima em um local seguro, proteger a cabeça com uma toalha, casaco ou almofada e, assim que possível, colocá-la de lado, preferencialmente sobre o lado esquerdo.

Em caso de convulsões, coloque a pessoa de lado e proteja para que ela não se machuque
Em caso de convulsões, coloque a pessoa de lado e proteja para que ela não se machuque ChatGPT

De acordo com o médico, o que não deve ser feito é tão importante quanto. "Não se deve colocar a mão nem qualquer objeto dentro da boca da pessoa. Ela não vai engolir a língua. Além de não ajudar, isso pode provocar ferimentos graves e até quebrar os dentes."


Na maioria dos casos, a crise dura menos de um minuto. Depois disso, é comum que o paciente fique sonolento e desorientado por alguns minutos.


O Samu deve ser acionado se a convulsão durar mais de cinco minutos, se ocorrerem crises em sequência, se a pessoa não recuperar a consciência, apresentar dificuldade para respirar, sofrer um trauma importante durante a queda, estiver grávida ou se for a primeira convulsão da vida.

Como é feito o diagnóstico?

Após uma crise convulsiva, a investigação busca identificar tanto a causa quanto a possibilidade de epilepsia. Segundo Ulysses Batista, dois exames são considerados fundamentais: o eletroencefalograma (EEG), que registra a atividade elétrica do cérebro, e a ressonância magnética, utilizada para identificar possíveis alterações estruturais, como tumores, sequelas de traumatismos ou cicatrizes cerebrais.


Além deles, exames de sangue ajudam a investigar alterações metabólicas, infecções e outras condições que possam ter provocado a convulsão.

A epilepsia tem cura?

Ulysses Caus Batista, Neurocirurgião Endovascular
Ulysses Caus Batista, Neurocirurgião Endovascular Acervo pessoal

Nos casos de epilepsia, o objetivo é controlar as crises. "Na grande maioria dos pacientes, a epilepsia pode ser muito bem controlada com medicamentos. Existem casos mais raros em que a cirurgia é indicada e pode oferecer a possibilidade de cura, mas isso depende do tipo de epilepsia".


Não existe uma forma específica de prevenir convulsões em pessoas que nunca tiveram uma crise. Ainda assim, alguns cuidados ajudam a reduzir o risco. Entre eles estão controlar doenças crônicas, evitar o consumo excessivo de álcool e drogas, tratar alterações metabólicas e prevenir traumatismos cranianos.


Quando a convulsão é causada por fatores reversíveis, como alterações da glicose, dos sais minerais ou uso de determinadas substâncias, o tratamento da causa costuma resolver o problema.


"Essas medidas diminuem a chance de uma crise acontecer, principalmente em pessoas que apresentam fatores de risco", conclui o especialista.

Veja Também 

O repórter Caíque Verli, da TV Gazeta, foi encontrado morto no próprio apartamento, em Vitória

Repórter da TV Gazeta encontrado morto investigava causa de crises convulsivas

O repórter Caíque Verli, da TV Gazeta

Morre, aos 33 anos, o repórter Caíque Verli, da TV Gazeta

Imagem de destaque

5 fatores que prejudicam a mobilidade ao longo da vida

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
As outras Kahlo: quem foram as irmãs de Frida e como foi a relação com a artista
Imagem de destaque
Motorista atropela multidão durante parada LGBTQIA+ em Berlim; uma pessoa morreu e 16 ficaram feridas
Fumaça escura no Contorno do Mestre Álvaro, na Serra
Fumaça escura atrapalha motoristas no contorno do Mestre Álvaro

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados