Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Se Cuida
  • Alzheimer precoce: especialista alerta para sinais além da perda de memória
Antes dos 50 anos

Alzheimer precoce: especialista alerta para sinais além da perda de memória

Especialista explica como identificar os primeiros sintomas do Alzheimer precoce, que pode surgir antes dos 50 anos, e quando procurar ajuda médica

Publicado em 06 de Agosto de 2026 às 16:32

Aline Almeida

Publicado em 

06 ago 2026 às 16:32
Alzheimer antes dos 50: veja os sintomas que merecem atenção
Alzheimer antes dos 50: veja os sintomas que merecem atenção Canva

Quando se fala em doença de Alzheimer, a imagem mais comum é a de um idoso que começa a esquecer nomes, compromissos e acontecimentos recentes. Mas a doença também pode surgir antes dos 50 anos e, nesses casos, costuma ter uma característica importante: a influência genética é muito maior.


Conhecida como Alzheimer de início precoce, essa forma da doença é menos frequente, mas exige atenção porque os primeiros sinais nem sempre são apenas falhas de memória. Mudanças de comportamento, dificuldade para organizar tarefas e perda gradual das chamadas funções executivas do cérebro podem surgir antes mesmo dos esquecimentos mais evidentes.


Segundo o neurocirurgião endovascular e mestre em Neurociências Ulysses Caus Batista, a doença é exatamente a mesma. O que muda é a causa.


"O Alzheimer de início precoce costuma ter um componente genético muito mais importante. Quando existe um familiar que desenvolveu a doença antes dos 50 anos, a chance de haver hereditariedade é significativamente maior", explica.

Nem sempre o primeiro sintoma é o esquecimento

Embora a perda da memória recente seja o sintoma mais conhecido do Alzheimer, ela pode não ser a primeira manifestação da doença.


Antes disso, o paciente pode apresentar alterações nas chamadas funções executivas do cérebro, responsáveis por planejamento, organização, atenção e tomada de decisões. Na prática, isso significa que atividades antes simples começam a ficar difíceis.

Especialista explica como identificar os primeiros sintomas do Alzheimer precoce
Especialista explica como identificar os primeiros sintomas do Alzheimer precoce Canva

"A pessoa que sempre organizou um almoço de família, por exemplo, passa a esquecer etapas da preparação, perde a capacidade de planejamento e acaba deixando de fazer aquilo que sempre fez com facilidade", explica o médico.


Outro sinal que merece atenção é a mudança de comportamento. Segundo o especialista, pessoas antes ativas e vaidosas podem se tornar mais retraídas, perder o interesse por atividades do dia a dia e até deixar de cuidar da própria aparência.

Sinais de alerta

Esquecer onde deixou as chaves ou o celular faz parte da rotina de praticamente todo mundo e, na maioria das vezes, não significa doença. O problema surge quando os esquecimentos começam a comprometer a independência da pessoa.

Existe uma diferença entre esquecer onde deixou uma chave e esquecer para que ela serve


Outro exemplo citado pelo médico é o paciente que frequenta o mesmo supermercado há anos e, de repente, deixa de lembrar o caminho até o local ou não consegue encontrar produtos que sempre comprou.


Esquecer nomes de pessoas próximas ou ter dificuldade para realizar atividades básicas, como vestir-se, cuidar da higiene pessoal ou fazer pequenas compras sozinho, também são sinais que merecem investigação.

Ansiedade também provoca esquecimentos
Ansiedade também provoca esquecimentos
Ansiedade também provoca esquecimentos Canva

Nem toda falha de memória é Alzheimer. Segundo o especialista, o excesso de informações, o estresse, a ansiedade e a sobrecarga de tarefas fazem com que muitas pessoas tenham dificuldade de concentração, o que acaba sendo confundido com perda de memória.

Na maioria das vezes, essas pessoas não estão esquecidas. Elas estão desatentas. Se você não consegue prestar atenção, também não consegue memorizar


Diagnóstico precoce faz diferença

Embora ainda não exista cura para o Alzheimer, identificar a doença nas fases iniciais permite iniciar mais cedo o tratamento e retardar sua progressão.


Além dos medicamentos, o acompanhamento costuma envolver terapias cognitivas, fisioterapia, terapia ocupacional e acompanhamento psicológico, contribuindo para preservar a autonomia do paciente por mais tempo e melhorar a qualidade de vida da família.

Hábitos ajudem a proteger o cérebro

A ciência já demonstrou que alguns hábitos podem reduzir o risco ou retardar o aparecimento da doença.


Entre as principais recomendações estão:


  • praticar atividade física regularmente;

  • manter uma alimentação equilibrada;

  • controlar hipertensão, diabetes e colesterol;

  • dormir bem;

  • evitar cigarro e excesso de álcool;

  • manter o cérebro ativo por meio da leitura, estudos, palavras cruzadas, aprendizado de novas habilidades, idiomas, música, pintura ou qualquer atividade que estimule novas conexões cerebrais.


Segundo Ulysses, esses cuidados ajudam a aumentar a chamada "reserva cognitiva", permitindo que o cérebro suporte melhor as alterações provocadas pelo envelhecimento.

Não normalize os sintomas

Por surgir em pessoas relativamente jovens, o Alzheimer precoce ainda enfrenta resistência tanto dos pacientes quanto das famílias.


Muitas vezes, as alterações são interpretadas como desatenção, preguiça ou excesso de trabalho, atrasando a procura por ajuda médica. Como quem apresenta a doença nem sempre percebe os próprios esquecimentos, geralmente são familiares ou amigos que notam as primeiras mudanças.


Ao final da entrevista, o especialista deixa um recado:

Não normalize os sintomas. Se alguma alteração está atrapalhando sua rotina, causando constrangimento ou prejudicando sua qualidade de vida, procure avaliação médica. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de controlar a doença e preservar a qualidade de vida


Veja Também 

Imagem de destaque

Saúde masculina: 10 exames preventivos que os homens devem fazer aos 40 anos

Imagem de destaque

Síndrome do mouse: 5 dicas para evitar dores nos ombros e nos cotovelos no home office

Imagem de destaque

Raio X, ultrassom, tomografia e ressonância: entenda as diferenças entre os exames

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Língua branca: quando é preciso procurar um dentista?
Imagem de destaque
Erva-mate: 3 benefícios para a saúde e como incluir na rotina
Imagem de destaque
Corretora é condenada a 28 anos de prisão pela morte de ciclista no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados