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Sustentabilidade

Projeto que orienta crianças a prevenir desastres conquista Prêmio Biguá Noroeste

Iniciativa do poder público de Colatina foi uma das premiadas em cerimônia realizada em Colatina; conheça os projetos vencedores em cada categoria

Publicado em 28 de Outubro de 2026 às 14:33

Luana Luiza

Publicado em 

28 out 2026 às 14:33
Vencedores do Prêmio Biguá de Sustentabilidade, na Região Noroeste Divulgação

Ensinar crianças a reconhecer situações de risco e agir diante de desastres é o objetivo de uma iniciativa do poder público de Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. Com atividades lúdicas e linguagem adaptada ao público infantil, o projeto que leva orientações da Defesa Civil a escolas municipais em áreas de risco foi uma das vencedoras na 6ª edição do Prêmio Biguá de Sustentabilidade 2026, na Região Noroeste, realizado pela Rede Gazeta a fim de valorizar ações de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.


A cerimônia de premiação aconteceu na noite de terça-feira (27), em Colatina, com o tema “Todos 100% Presentes”. Neste ano, mais de 100 projetos foram inscritos no Espírito Santo. Após a avaliação de uma comissão técnica, as iniciativas selecionadas foram reconhecidas em quatro categorias.


Para a diretora regional da Rede Gazeta, Maria Helena Vargas, a premiação incentiva e valoriza ações que contribuem para a conservação e a recuperação do meio ambiente.

O prêmio é um importante instrumento de incentivo e reconhecimento às boas práticas ambientais, em projetos voltados à preservação, conservação e recuperação do meio ambiente. Essas práticas são fundamentais para a sustentabilidade ambiental, econômica e social dos capixabas.

Maria Helena Vargas
Diretora Regional da Rede Gazeta

Aprendendo a reconhecer riscos e prevenir desastres

Projeto da Defesa Civil e da Secretaria de Ciência de Colatina venceu a categoria Poder Público Divulgação

O projeto “Cientistas da Prevenção”, vencedor da categoria Poder Público, surgiu de uma parceria entre a Defesa Civil de Colatina e a Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação. A proposta é transformar orientações normalmente transmitidas em treinamentos da Defesa Civil em atividades educativas, com linguagem acessível às crianças.


Além de aprender a identificar riscos e como agir em situações de emergência, os estudantes são incentivados a compartilhar o conhecimento com as famílias, tornando-se multiplicadores das informações e contribuindo para fortalecer uma cultura de prevenção no município.

A gente iniciou com escolas-piloto, justamente residentes em áreas de risco. Mas a ideia agora é estender isso, não só para a comunidade escolar, mas para comunidades que já estão inseridas nessa setorização de risco e para quem precisar da percepção dessas informações, sobre como se comportar diante de tantos desastres que a gente vê com certa recorrência aqui no município. 

Allex Guerra

Subsecretário-adjunto de Proteção e Defesa Civil de Colatina

Educação ambiental com diversão

Escola de São Roque do Canaã foi premiada com projeto de educação ambiental  Divulgação

Na Escola Municipal de Ensino Infantil e Ensino Fundamental Luiz Mônico, em São Roque do Canaã, um personagem conhecido dos desenhos animados virou aliado da educação ambiental. O projeto "Stitch: Conectando Pessoas, Reciclando Ideias, Transformando Futuros", ganhador da categoria Escola, utiliza o personagem da Disney para ensinar, de forma lúdica, a reduzir a produção de lixo, separar os resíduos, reaproveitar materiais e descartar corretamente.


A iniciativa envolve alunos, professores e famílias, incentivando mudanças de hábitos que vão além da sala de aula e chegam também às casas e à comunidade. A proposta é transformar a sustentabilidade em uma prática cotidiana.

Hoje, vejo que a sustentabilidade está dentro do dia a dia e do nosso currículo escolar. Queremos passar isso para qualquer pessoa que queira implementar esse projeto, que é de baixo custo. É só querer pôr a mão na massa.

Bruna Priori Possati

Professora

Placas interativas e sensoriais viram forma de inclusão 

Poliana Monteiro Ladislau ganhou a categoria Empresa com o projeto Voz para Todos Divulgação

Facilitar a comunicação de crianças em espaços públicos também é uma forma de inclusão. Em Colatina, o projeto "Voz para Todos" criou placas interativas e sensoriais para ajudar pessoas com dificuldades de comunicação a expressar necessidades e sentimentos. O projeto conquistou o primeiro lugar na categoria Empresa do Prêmio Biguá.


A iniciativa surgiu da experiência da fonoaudióloga Poliana Monteiro Ladislau, que identificou no recurso uma possibilidade de ampliar a acessibilidade e contribuir para a inclusão de pessoas que não conseguem se comunicar pela fala. A brincadeira na praça agora é muito mais divertida e acessível.

Comunicar-se é um direito de todos. Do mesmo modo que uma pessoa com perda auditiva usa aparelho auditivo e uma pessoa cadeirante usa cadeira de rodas, uma pessoa que não consegue se comunicar tem o direito de ter voz. Ela pode se comunicar da forma que quiser e não da forma que eu quero que se comunique.

Poliana Monteiro Ladislau

Fonoaudióloga

Da destruição da mata ao reflorestamento

Propriedade de Antônio Capeline e Nilsa Silva foi a vencedora na categoria Produtor Rural Divulgação

Uma área antes devastada passou por décadas de regeneração natural e hoje reúne práticas de produção sustentável em Boa Esperança. A propriedade de Antônio Silva Capeline e da esposa, Nilsa dos Santos Silva, é o cenário do projeto "Da Regeneração à Sustentabilidade: Biodiversidade, Meliponicultura, Agrofloresta e Produção de Alimentos Saudáveis", vencedor na categoria Produtor Rural. 


A experiência começou em 1983, quando o casal decidiu permitir a recuperação natural de aproximadamente dez hectares de uma propriedade de 18,98 hectares. Atualmente, o espaço reúne quintal agroflorestal, cultivo agroecológico, produção de alimentos sem agrotóxicos e criação de abelhas nativas sem ferrão, com 16 colmeias.


Mas a história nem sempre foi assim. O produtor conta que, quando era jovem, também contribuiu para a devastação da área. Com o tempo, porém, percebeu os impactos ambientais, como a erosão do solo, e decidiu mudar a forma de cuidar da propriedade.

Eu fiz a destruição, mas depois vi que a devastação estava muito terrível na minha propriedade, porque dava muita erosão. Aí, falei: a solução disso é deixar essas árvores reviverem. E foi o que eu fiz.

Antônio Silva Capeline

Produtor rural 

Hoje, ele observa os resultados da recuperação ambiental, especialmente nas nascentes e na disponibilidade de água para a produção agrícola da família.

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