Prado explicou que o tráfico em Flexal II tinha no passado gerência de Adair Fernandes da Silva, o Dadá, que está preso. Segundo Prado, o traficante tinha boa relação tanto com o PCV como com o TCP.
“Apesar dessa suposta tranquilidade, o tráfico ali era intenso, porque nessa época surgiram vídeos com muitas drogas. Então, o tráfico ali sempre foi muito intenso. Depois que a gente passou a atuar pesado ali e as principais lideranças foram presas, tanto do TCP como do PCV, em especial o PCV foi enfraquecido na região”, detalhou.
O tenente-coronel disse então que hoje o TCP, que já domina quase toda a região de Porto de Santana, Porto Novo, Bairro Aparecida, passou também a ter controle ali na região do Campo da Apolo, em Flexal II.
Crime deixou quatro mortos e um ferido
O ataque aconteceu na tarde de sábado (23), quando homens armados invadiram o terreno onde as vítimas realizavam corte de madeira e efetuaram diversos disparos. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML), em Vitória.
O terreno onde ocorreu o crime pertence ao Ministério Internacional Resgatado para Contar (MIRC Brasil), organização que realiza projetos sociais na região.
Após o crime, a Polícia Militar iniciou buscas e prendeu dois suspeitos. Segundo a Polícia Civil, Caio Mota, de 28 anos, foi autuado em flagrante por quatro homicídios duplamente qualificados e tentativa de homicídio duplamente qualificada. Outro suspeito, Daniel Inácio Schnidel Bernardo, de 31 anos, foi autuado por tráfico de drogas.
Os dois foram encaminhados ao sistema prisional. Durante as diligências, a polícia apreendeu uma arma e drogas. A PM acredita que a arma possa ter sido usada na chacina. A arma será encaminhada para a perícia.
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