Publicado em 28 de julho de 2021 às 00:56
Pela segunda vez nas Olimpíadas de Tóquio, um judoca se recusou a enfrentar um adversário. Mohamed Abdalrasool, do Sudão, não apareceu para enfrentar Tohar Butbul. O COI (Comitê Olímpico Internacional) está investigando se a motivação foi política. >
"O COI está sempre preocupado com esses casos e está monitorando eles de perto", disse o diretor do comitê, James Macleod. "Claramente, se houver abusos flagrantes à Carta Olímpica, o COI tomará todas as medidas necessárias a esse respeito." >
Na semana passada, o argelino Fethi Nourine desistiu de lutar nas Olimpíadas para não enfrentar justamente Abdalrasool. Depois, Nourine disse à imprensa da Argélia que abriu mão de competir em apoio aos palestinos, que reivindicam soberania sobre territórios ocupados por Israel. "Trabalhamos muito para chegar às Olimpíadas, mas a causa palestina é maior do que tudo isso", disse ele.>
Nourine e seu técnico, Amar Benikhlef, tiveram suas credenciais retiradas pelo Comitê Olímpico da Argélia. Eles também foram suspensos pela IJF (Federação Internacional de Judô, na sigla em inglês). >
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"A IJF tem uma política rígida de não discriminação, promovendo a solidariedade como um princípio fundamental, reforçado pelos valores do judô. A retirada de Nourine foi em total oposição à filosofia da Federação Internacional de Judô", afirmou a entidade, em comunicado. >
Com relações políticas historicamente complicadas, as tensões entre Israel e a Palestina aumentaram durante este ano, com o recrudescimento de confrontos na fronteira.>
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