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Crise

China vive desafios comerciais sem precedentes, diz ministro do Comércio

Nos quatro meses iniciais de 2020, as exportações chinesas caíram 9% em comparação com um ano antes, enquanto importações recuaram 5,9%

Publicado em 18 de Maio de 2020 às 12:05

Redação de A Gazeta

Publicado em 

18 mai 2020 às 12:05
Gráfico indica queda
Gráfico indica queda Crédito: Pixabay
O comércio internacional da China vive desafios "sem precedentes" em meio à queda da demanda global em decorrência da pandemia do novo coronavírus, disse o ministro do Comércio do país, Zhong Shan. Ele afirmou em um briefing que exportadores chineses enfrentam pressões de liquidez e cancelamentos de pedidos, já que a demanda externa teve forte queda nos últimos meses.
Nos quatro meses iniciais de 2020, as exportações chinesas caíram 9% em comparação com um ano antes, enquanto importações recuaram 5,9%, de acordo com dados divulgados na semana passada. Mas economistas acreditam que exportações devem piorar nos próximos meses, quando efeitos da recessão causada pela pandemia aparecerem em outras partes do mundo.
O ministro do Comércio chinês disse que o governo aumentou descontos nos impostos de exportação nos últimos meses para reduzir pressões de liquidez para exportadores, e também se movimentou para ajudar companhias a venderem produtos no mercado doméstico. Em abril, produtos para exportação vendidos no mercado chinês subiram 17%, de acordo com o ministro.
Zhong prometeu apoiar setores que foram fortemente afetados pelo vírus - nos quatro primeiros meses do ano, receitas de restaurantes chineses, por exemplo, caíram 41%, com o setor respondendo por cerca de 11% das vendas de varejo da China.
No mesmo evento, o vice-ministro do Comércio chinês, Wang Shouwen, disse que a revisão do texto da Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP, na sigla em inglês) deve terminar no fim de junho. Se o acordo comercial for assinado até o fim do ano, ele poderá ajudar países da região na recuperação da atividade comercial pós-pandemia. O RCEP envolve países do Sudeste Asiático e outras economias, como China, Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia. 

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