Publicado em 1 de novembro de 2021 às 15:34
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, prometeu nesta segunda-feira (1º), em Glasgow, uma "liderança pelo exemplo" no esforço da redução das emissões de gases de efeito estufa e a introdução de energias renováveis, destacando o potencial para o crescimento econômico. >
Em discurso na Cúpula de Líderes Mundiais da 26ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP26), ele afirmou que o esforço para conter o aquecimento global "é imperativo moral, mas também econômico". >
O presidente destacou a possibilidade de serem criados novos trabalhos e oportunidades econômicas e também de reduzir a atual volatilidade dos preços do gás natural e o custo das faturas de eletricidade. >
"Os preços altos de energia só reforçam a necessidade urgente de diversificar as fontes, reforçando o desenvolvimento limpo", argumentou. >
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Biden prometeu "investimentos históricos em energia limpa", benefícios fiscais para a instalação de painéis solares e isolamento das casas e aquisição de veículos elétricos, ao mesmo tempo que exaltou o potencial de criação de postos de trabalho na fabricação de painéis e torres eólicas, instalação de cabos para as redes elétricas e produção de sistemas de captura de dióxido de carbono. >
No discurso, reiterou o compromisso de cortar as emissões de gases de efeito de estufa em 50% a 52% relativamente aos níveis de 2005, equivalentes a mais de uma gigatonelada até 2030, para atingir a neutralidade carbônica até 2050. >
"Queremos demonstrar que os EUA não estão apenas de volta à mesa [de negociações], mas vão liderar com o poder do exemplo", disse ele em referência à volta ao Acordo de Paris, do qual o seu antecessor, Donald Trump, tinha se afastado.>
"Sabemos que nenhum de nós pode fugir ao pior que se avizinha se não soubermos aproveitar este momento", acrescentou na cerimônia de abertura da Cúpula do Clima.>
Joe Biden acredita que há, "no meio da atual catástrofe, uma oportunidade incrível", não apenas para os Estados Unidos, "mas para todos".>
"Este é o desafio da nossa vivência coletiva, a maior ameaça à existência humana tal como a conhecemos. E cada dia que adiamos, o custo da inércia aumenta", alertou.>
Dessa forma, ele pediu que a COP26 seja o momento de responder ao apelo da História e o início de uma década de ação transformadora, que preserve o planeta e aumente a qualidade de vida de todos os povos.>
À semelhança do premiê britânico, Boris Johnson, Joe Biden afirmou: "Nós podemos fazer isso, basta que optemos por fazê-lo. Portanto, mãos à obra".>
O presidente norte-americano falou durante sessão de declarações nacionais, abertas a todos os chefes de Estado ou de governo presentes, sobre metas e planos para combater as alterações ambientais. >
Cada intervenção é prevista para durar apenas três minutos, mas Biden ultrapassou o tempo.>
As sessões, que começaram com cerca de uma hora de atraso, ocorrem paralelamente em duas salas, prolongando-se até esta terça-feira (2). >
O presidente da China, Xi Jinping, que não participa do encontro, vai apresentar uma declaração escrita que será disponibilizada na página eletrônica da conferência, informou a organização. >
Mais de 120 líderes políticos e milhares de especialistas e ativistas estarão reunidos até 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia. A 26.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) deve atualizar as contribuições dos países para a redução das emissões de gases de efeito de estufa até 2030.>
A COP26 ocorre seis anos após o Acordo de Paris, que estabeleceu como meta limitar o aumento da temperatura média global do planeta entre 1,5 e 2 graus Celsius acima dos valores da época pré-industrial.>
Apesar dos compromissos assumidos, as concentrações de gases de efeito de estufa atingiram níveis recordes em 2020, mesmo com a desaceleração econômica provocada pela pandemia de covid-19. A ONU estima que, ao atual ritmo de emissões, as temperaturas serão, no final do século, superiores em 2,7 ºCelsius.>
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