Publicado em 23 de novembro de 2023 às 18:11
- Atualizado há 2 anos
O caminho do e-2008 – a versão 100% elétrica do utilitário esportivo compacto da Peugeot – até chegar ao mercado brasileiro foi muito longo. Produzido em Trnava, na Eslováquia, o e-2008 foi lançado na Europa em 2019 e só desembarcou no Brasil, em versão única, a GT, em novembro do ano passado, com preço de R$ 259.990. >
Desde lá, o elétrico passou por campanhas promocionais, sendo que a maior ocorreu em julho, com descontos chegando a R$ 50 mil. Atualmente, o preço do e-2008 tem variado bastante dentro dos planos de cada concessionária – chega a ser oferecido pelo preço de R$ 199.990. >
Longe de ser um veículo barato, trata-se de um valor competitivo dentro do segmento – recentemente invadido por compactos chineses com preços bastante competitivos –, por se tratar de um modelo moderno, bem equipado e com um design bem resolvido.>
Com 4,30 metros de comprimento, 1,77 metro de largura, 1,55 metro de altura e 2,60 metros de distância de entre-eixos, o e-2008 GT segue o estilo europeu de seu “irmão” a combustão interna. Reinterpreta a inconfundível dianteira felina, destacando os faróis full-leds com os “dentes de sabre” como DRL. A grade preta – sem efeito funcional, apenas visual – vem com apliques na cor da carroceria. >
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No modelo testado, esses detalhes – bem chamativos, por sinal – são em azul. As lanternas, também em leds, estão dentro de uma faixa preta que atravessa a traseira, colada à base do vidro, com três linhas vermelhas – de cada lado – imitando as garras de um leão. >
O teto é em preto, independentemente da cor escolhida para o carro. O monograma com a letra “e”, em minúsculo e sempre em azul, acompanha a nomenclatura “2008” e está presente na frente, atrás e junto aos dois retrovisores externos, aí, sem o nome do modelo.>
O e-2008 é equipado com um motor acoplado ao eixo dianteiro com 136 cavalos (100 kW) de potência e 26,5 kgfm de torque instantâneo. Conforme a Peugeot, o crossover acelera de zero a 100 km/h em 9,9 segundos e pode chegar a 150 km/h. O elétrico tem três modos de condução – o “Sport”, o “Normal” e o “Eco”. A escolha é feita a partir de um toque em um botão. >
Há ainda outro modo específico para o trânsito urbano, o “B Mode”, conhecido popularmente como “one pedal”, tudo acionado no novo seletor de condução, o e-Toggle. Com 50 kWh de capacidade, a bateria de alta performance – localizada sob o assoalho do veículo – oferece uma autonomia de 345 quilômetros pelo ciclo WLTP e de 250 quilômetros pelo Inmetro.>
O veículo pode ser carregado em tomadas convencionais do tipo residenciais ou em carregadores rápidos por meio de um plug, posicionado no mesmo local que seria o de abastecimento em um veículo a combustão – na lateral esquerda entre a coluna “C” e a roda de trás. O sistema é composto por um plug tipo 2 – para corrente alternada (AC) – e tipo CCS-2 – para corrente contínua (CC). >
O usuário pode acompanhar o status a partir de luzes indicativas de recarga. Para soltar o plug, basta destravar as portas. O e-2008 pode ter 80% da bateria carregada em 30 minutos se for utilizada uma estação ultrarrápida de 100 kW. O carregamento completo em uma tomada doméstica é feito em vinte e cinco horas.>
O Peugeot e-2008 GT oferece uma vida confortável, prática e intuitiva dentro da cabine, tudo comandado pelo i-Cockpit 3D. Fazem parte desse conjunto o volante esportivo com base e parte de cima retas, a central multimídia com tela de 10 polegadas voltada para o condutor, o cluster e a navegação GPS – ambos em 3D – e a série de botões de controle batizada de “toggles switches”. >
Os bancos de couro com formato esportivo – os dois da frente perfurados para aquecimento ou refrigeração – e o teto solar panorâmico completam o pacote visual do interior, que tem uma ambientação com oito opções de cores de iluminação. >
Detalhes com apliques simulando fibra de carbono conferem sofisticação e esportividade na parte central do painel e na forração das portas dianteiras. Uma linha fina azul iluminada percorre o painel de ponta a ponta, sendo visível, naturalmente, à noite. >
O porta-luvas – sem iluminação – é pequeno e tem um estranho degrau inicial que dificulta um pouco o acesso a sua profundidade. Existem quatro portas USB, sendo duas delas para o pessoal de trás.>
Como em um cockpit de avião, o motorista tem todos os comandos ao seu alcance. O carro elétrico requer mais atenção do condutor, não por conta da dirigibilidade, mas pelos recursos do veículo, assim como a preocupação constante com a autonomia. No entanto, nesse quesito, o painel atrás da direção não esconde nada.>
Pelo contrário, um dos mais interessantes recursos replica em um gráfico muito fiel o consumo dos oito módulos da bateria e sua regeneração, vinda das frenagens ou do modo “one pedal”. >
O carro traz nos itens de série o Visiopark 180 Graus, o piloto automático inteligente, a frenagem automática de emergência, a assistência de farol alto, o alerta de atenção, de fadiga e de correção de permanência em faixa, o reconhecimento de placas de velocidade, o sistema ativo de ponto cego e seis airbags. >
O SUV elétrico tem boa altura em relação ao solo, modularidade dos bancos bipartidos e porta-malas de 434 litros de capacidade e dois níveis de organização, sendo que o de baixo é reservado para os cabos de recarregamento.>
Em termos de conforto na dirigibilidade, se alguém diz preferir um carro com câmbio manual a um automático é porque, provavelmente, ele nunca tenha conduzido um veículo sem o pedal da embreagem. O mesmo vale para quem afirma que nunca guiará um carro elétrico – só pensa assim quem nunca dirigiu um 100% “verde”. >
No caso do Peugeot e-2008 GT, o motorista tem a convicção de que jamais ficará na mão. E só ficará a pé se decidir, conscientemente, não prestar atenção em nenhum dos vários avisos que lhe é passado a todo o momento. O e-2008 é equipado com um motor de 136 cavalos potência e 26,5 kgfm de torque instantâneo.>
Especialmente no modo “Sport”, basta pisar que o torque vem imediatamente. O carro conta com itens de segurança como controles de tração e de estabilidade e assistência em rampa. O uso do ar-condicionado – como em um carro comum – diminui a autonomia do elétrico, mas pouco afeta no seu desempenho.>
Praticamente não há ruídos do motor – com exceção de um pequeno zunido, se alguém realmente prestar muita atenção –, porém, o motorista logo se acostuma com o som dos pneus no chão, uma “trilha sonora” já bastante familiar. >
Para o motorista conhecer um elétrico, é preciso se acostumar a ele. Depois de estar familiarizado à tecnologia, o carro elétrico dá muito prazer e é, ao mesmo tempo, uma diversão permanente. >
Partindo do pressuposto que a autonomia é uma preocupação constante para quem conduz um elétrico, o motorista aprende a explorar melhor as três formas de se dirigir o e-2008. A primeira é com o “one pedal”, no caso do carro da Peugeot, o “B Mode”, uma tecla localizada logo abaixo do “D” do seletor de funções. >
E o “one pedal” nasceu para andar no trânsito urbano. Também o freio-motor do elétrico, o sistema garante uma direção na cidade se utilizando apenas o acelerador. O freio normal é acionado em paradas repentinas ou emergenciais. >
O motorista dirige pressionando o pedal da direita e aliviando o pé, regenerando energia para a bateria instantaneamente. Assim, é possível de se fazer quase todo o percurso urbano do dia a dia sem perder autonomia. Esse modo pode ser somado ao “Eco”, garantindo ainda mais economia de energia. >
Tudo isso aparece em um “carrinho” estilizado no painel, em tempo real. A terceira forma de se “pilotar” o elétrico é nos modos “Normal” ou “Sport”, como em um outro carro qualquer.>
Em uma semana de uso, o e-2008 GT consumiu toda a autonomia vinda inicialmente (pouco mais de 300 quilômetros) na metade do teste. Então, ele “pernoitou” por cerca de nove horas, carregando em uma tomada de 220V. >
Na manhã seguinte, com autonomia de 195 quilômetros, o carro foi levado para um posto de carregamento não ultrarrápido, de um shopping – um serviço oferecido gratuitamente pelo estabelecimento e com mais de dez boxes com carregadores prontos para serem utilizados. >
Depois de três horas e meia, o painel registrou “carga completada”. – o e-2008 estava pronto para rodar até o final do teste, com ainda cerca de cem quilômetros de autonomia restante na devolução. >
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