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Cada vez mais os veículos elétricos fazem parte da realidade dos brasileiros, que veem os modelos eletrificados (híbridos e 100% a bateria) não só como uma opção para o dia a dia na cidade, mas também para viagens. Esse crescimento tende a ficar ainda mais evidente conforme a estrutura para recarga se torna mais robusta.
Segundo levantamento da a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o Brasil já ultrapassou a marca de 25,4 mil pontos públicos e semipúblicos de recarga. O principal avanço ocorreu nos carregadores rápidos (DC), especialmente importantes para viagens, que cresceram 32,8% em apenas três meses, passando de 6.479 para 8.601 equipamentos.
No entanto, viajar com um desses modelos exige alguns cuidados específicos – além dos básicos para qualquer outro veículo –, para evitar imprevistos. Hoje, conforto, tecnologia e planejamento caminham juntos para quem vai viajar em um veículo eletrificado, destaca o gerente geral de pós-vendas da Bamaq, Lucas Lana.
“A eletrificação trouxe uma nova forma de viajar. Hoje, conforto, tecnologia e planejamento caminham juntos. Com a expansão da infraestrutura de recarga no Brasil, o motorista pode percorrer longas distâncias com tranquilidade e aproveitar toda a experiência que os veículos eletrificados oferecem”, afirma.
Pensando nisso, Motor A Gazeta trouxe algumas dicas de especialistas para quem tem carro elétrico e planeja viajar nas férias de julho.
Planeje bem o percurso
Antes mesmo de pegar a estrada, é importante se planejar, identificando as estações de carregamento ao longo do caminho e baixando os aplicativos das empresas responsáveis pelos eletropostos. Inclusive, já existem alguns aplicativos que ajudam a localizar esses pontos de recarga e fazer o planejamento da viagem.
"Deixar isso para a última hora pode dar mais trabalho, principalmente se o sinal de internet ou de celular não ajudar. Por isso, o ideal é concluir todo esse processo antes de pegar a estrada. Assim, evita contratempos durante a viagem", recomenda o diretor da Associação Brasileira dos Proprietários de Veículos Elétricos Inovadores (Abravei), Maurício Barros.
O diretor também recomenda fazer percursos menores para entender como o veículo se comporta em diferentes condições de uso. Ele pontua que fatores como velocidade, relevo, temperatura e uso do ar-condicionado influenciam o consumo de energia e a autonomia do carro.
"A primeira viagem precisa servir para conhecer o comportamento do carro na estrada. Antes de rodar 1.500 ou 2.000 quilômetros, faça viagens menores. Assim você entende o consumo do veículo e ganha confiança para percursos mais longos", orienta.
Lucas Lana destaca ainda que é importante se atentar à qualidade e certificação dos eletropostos, escolhendo sempre pontos estruturados e equipamentos certificados, o que contribui para uma experiência eficiente e confortável durante toda a viagem.
Recarregue o mais cedo possível
Evitar rodar com a bateria próxima do limite é uma das principais recomendações de Maurício Barros para quem vai pegar a estrada.
"Um dos erros mais comuns de quem viaja pela primeira vez é deixar para pensar na recarga quando a bateria já está muito baixa. Eu aconselho nunca deixar a carga cair abaixo de 20%. Se surgir uma oportunidade de recarregar durante o percurso, vale a pena aproveitar e seguir viagem com mais tranquilidade", afirma.
Se o carro percorre cerca de 300 quilômetros com uma carga, por exemplo, o ideal é programar a primeira parada entre 230 e 250 quilômetros. Sempre que houver duas opções próximas, a preferência deve ser pelo primeiro ponto de recarga disponível. Caso haja algum imprevisto, o veículo ainda tem autonomia suficiente para seguir até o próximo ponto.
Além disso, Lucas Lana ressalta que as paradas para recarga podem coincidir com refeições, descanso ou lazer, tornando o deslocamento mais agradável para todos os ocupantes.
Leve um carregador portátil
Por precaução, os especialistas recomendam levar sempre um carregador portátil, se o ponto de parada planejado estiver indisponível ou se ocorrer algum problema no veículo, por exemplo. Ainda que a média de recarga do carregador portátil seja de apenas 3% a 5% por hora, essa carga já pode ajudar o motorista a seguir viagem com segurança até outro eletroposto.
Maurício recomenda utilizar o carregador portátil original que acompanha o veículo, que segundo ele, trabalha com corrente de 13 amperes e deve ser conectado a uma tomada de 20 amperes. Como a capacidade da tomada é superior à corrente exigida pelo carregador, o risco de superaquecimento da instalação elétrica é reduzido.
"O que nunca pode ser feito é usar adaptadores para ligar o carregador em tomadas de menor capacidade. Se a tomada é de 10 amperes e o carregador trabalha com 13 amperes, a instalação pode superaquecer", alerta.
Também existe a opção de carregadores portáteis ajustáveis, que permitem selecionar diferentes níveis de corrente. Nesses casos, é fundamental configurar o equipamento de acordo com a capacidade da tomada utilizada. Em uma tomada de 10 amperes, por exemplo, o carregador deve ser ajustado para 8 amperes, mantendo a corrente abaixo do limite suportado pela instalação elétrica, orienta Maurício.
Evite horários de maior movimento
Sempre que possível, programe a viagem para evitar os horários em que há maior fluxo nas rodovias. Isso torna o deslocamento mais confortável e seguro, além de reduzir a possibilidade de encontrar filas nos pontos de recarga.
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