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BYD deve começar a produzir carros híbridos flex no Brasil em 2025

A meta da empresa é investir em tecnologia até que se atinja um modelo de carro flexível, que funcione a etanol ou gasolina e eletricidade

Publicado em 29 de Agosto de 2024 às 18:30

Agência FolhaPress

Publicado em 

29 ago 2024 às 18:30
BYD Song Pro
O modelo a ser montado em Camaçari é o SUV Song, já vendido no Brasil nas versões Pro e Plus Crédito: BYD/Divulgação
chinesa BYD começará a produzir veículos híbridos - elétricos e a gasolina ou etanol - no Brasil a partir do primeiro semestre de 2025, em sua planta em Camaçari, na Bahia, segundo afirmou o vice-presidente e diretor comercial e de marketing da BYD, Alexandre Baldy.
A meta da empresa é investir em tecnologia até que se atinja um modelo de carro flexível, que funcione a etanol ou gasolina e eletricidade, trazendo maior aproveitamento do álcool produzido da cana-de-açúcar no país, aproveitando as matrizes brasileiras abundantes, que podem nos colocar na dianteira da inovação energética no mundo.
"Queremos extinguir que o etanol só seja compensador se for 70% da gasolina. Espero que a gente não perca da oportunidade [de estar na dianteira da transição energética]", diz.
O modelo a ser montado em Camaçari é o SUV Song, já vendido no Brasil nas versões Pro e Plus, por valores que vão de R$ 200 mil a R$ 240 mil.
O percentual de veículos elétricos comercializados no país subiu de 2,5% em 2023 para 5%, em 2024. A meta é que, em 2025, a venda de carros do tipo seja novamente o dobro. Baldy diz que a BYD projeta o país com 70% de carros híbridos e de 30% de 100% elétricos.
O maior empecilho hoje, no entanto, está na capacidade de distribuição de pontos de abastecimento elétrico no Brasil, dado o tamanho do país, embora a BYD já desenvolveu tecnologia de veículo que roda mil quilômetros após estar com 100% de sua carga de bateria.
Outro ponto abordado por ele e pelos participantes do painel "Mobilidade elétrica: desafios e oportunidades" é o fato de que o Brasil precisa ampliar o acesso a baterias e à energia solar, abundante no país, como sendo uma política de estado.
Um desejo de parte do setor é que se faça no Brasil, como se fez nos Estados Unidos, projeto onde há incentivos em valores para a compra de veículos elétricos vindos da China.

Mudança de hábitos

Segundo Baldy, a questão climática mostra ser urgente uma mudança de hábitos e ampliação das frotas elétricas, tendo em vista o trânsito nas capitais, que afetam diretamente o aquecimento global. Ele diz que as tragédias climáticas no Rio Grande do Sul e em São Paulo podem fazer as pessoas escolherem ainda mais carros elétricos, como opção para preservar o clima.
O brasileiro é desconfiado e prefere o carro híbrido ao modelo 100% elétrico. As pesquisas indicam que 90% dos compradores de veículos afirmam que, se tivessem dinheiro, escolheriam um híbrido.
O painel contou ainda com a participação de Frederico Saliba, CEO da Raízen Power, e Lucas Zanon Arantes, CEO da Evolution Mobility. Segundo Saliba, o Brasil é um país sustentável que mostra uma realidade possível de carros híbridos 100% sustentáveis, o que é uma coisa "única" em todo o mundo.
Ele cobra a necessidade de políticas de Estado para incorporar a bateria como solução para absorver a energia solar, mas diz que a empresa não trabalha contando com o incentivo público como premissa.
Saliba reforçou a ideia do sonho de uma cidade inteligência e silenciosa, projeto que, segundo ele, a Raízen poderia apoiar. "Pode ser qualquer cidade, seja São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife", afirmou.

Como deve ser o veículo híbrido montado no Brasil

A BYD trará para a Bahia a montagem do SUV Song, hoje comercializado no país, mas montado fora. Um grande desafio é aumentar a eficiência do etanol na versão híbrida. Segundo Baldy, há hoje 102 mil engenheiros e pesquisadores da empresa em todo o mundo debruçados em tecnologias eficientes.
A empresa pretende produzir 12 modelos diferentes no Brasil. A picape Shark está entre os candidatos a produto nacional. No entanto, sua montagem está vinculada à aceitação no mercado brasileiro.
O complexo da BYD na Bahia ocupa a área que era da Ford, montadora que deixou o país em 2021. O complexo possui uma área total de 4,6 milhões de m2. Segundo a BYD, na primeira fase de obras, serão 26 novas instalações entre galpões de produção, pista de testes e outras estruturas.
O investimento previsto passou de 3 bilhões para 5,5 bilhões, 83% a mais do que anunciado inicialmente. A previsão é que os primeiros veículos comecem a ser montados até o final de 2024. A produção completa dos carros na Bahia deve começar em 2025 e terá capacidade instalada de 150 mil veículos por ano na primeira fase de implantação, podendo chegar a 300 mil veículos numa segunda etapa.

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