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Alívio no orçamento

Inadimplência de aluguel no Brasil registra menor taxa dos últimos 11 meses

De acordo com o Índice SuperLógica, imóveis residenciais na faixa de aluguel até R$ 1.000 registram maior taxa de inadimplência no período, enquanto a menor foi nos imóveis entre R$ 3.000 a R$ 5.000

Publicado em 06 de Maio de 2026 às 10:51

Yasmin Spiegel

Publicado em 

06 mai 2026 às 10:51
Aluguel cresce no ES
Inadimplência de aluguel registrou queda no mês de março
Freepik

A inadimplência de aluguel no Brasil registrou queda em março, com taxa de 3,21% - a menor dos últimos 11 meses - após apontar alta em fevereiro (3,35%). Na comparação com março de 2025, quando o índice foi de 3,09%, a inadimplência no último mês apresentou um recuo de 0,12 ponto porcentual, de acordo com dados do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica.

Segundo Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, “a queda na inadimplência em março reflete um alívio para as famílias no período, principalmente após a alta em fevereiro. Mas ainda é cedo para avaliar se esse respiro se manterá nos próximos meses, visto que o cenário ainda exige atenção, pois juros e inflação podem impactar a renda familiar e, em consequência, o pagamento em dia do aluguel”.

Entre a base analisada, a inadimplência em imóveis residenciais com aluguel de até R$ 1.000 teve uma queda de 6,19%, em fevereiro, para 5,98%, em março. Pelo terceiro mês consecutivo, a inadimplência nos imóveis populares superou a do segmento de alta renda, apesar do recuo geral. 


Os imóveis com aluguel acima de R$ 13.000, que lideraram os atrasos em 2025, agora ocupam o segundo lugar: a taxa caiu para 5,83% em março, ante os 6,01% registrados em fevereiro. Do outro lado, as faixas entre R$ 2.000 e R$ 5.000 mantiveram os menores índices do mercado, com taxas em torno de 1,9%.

“Mesmo com uma queda na inadimplência em nível nacional, a taxa alta na faixa de até R$ 1.000, desde janeiro, reforça uma dificuldade maior entre as famílias de menor renda para manter o aluguel em dia. A inflação e juros elevados têm um efeito desproporcional sobre a inadimplência, neste caso. Isso porque a maior parte do orçamento está concentrada em despesas essenciais, como alimentação e transporte, que costumam ser mais pressionadas pela inflação”, analisa Gonçalves. 


Ele ainda aponta que dados recentes (Quaest Pesquisa) indicam que essa faixa de renda tem, possivelmente, "sofrido para honrar o custo básico de vida em função de um comportamento de apostas digitais. Na tentativa de expandir a renda por meio das bets, no fim das contas, acaba por drená-la”.

Já em relação aos imóveis comerciais, a faixa até R$ 1.000 continua com a maior taxa, de 7,41%, mesmo com uma baixa na comparação com o mês anterior (7,98%). A segunda maior taxa de inadimplência foi em imóveis acima de R$ 13.000, com 5,19%. Já a menor foi na faixa de R$ 2.000 a R$ 3.000, de 3,81%.

Em relação ao tipo de imóvel, as taxas recuaram nas três categorias em março. A inadimplência de apartamentos teve uma leve queda de 0,03 ponto percentual, com 2,30% no período; a de casas ficou em 3,60%, após 3,85% em fevereiro. Já os imóveis comerciais tiveram 4,54% de inadimplência em março – baixa de 0,21 ponto percentual em relação ao mês anterior. 

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