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Publicado em 30 de março de 2026 às 18:08
- Atualizado há 2 horas
O mercado imobiliário da Grande Vitória encerrou o segundo semestre de 2025 em forte expansão, de acordo com os dados do 46º Censo do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon-ES). Ao todo, o número de imóveis em construção saltou de 14.885 unidades residenciais e comerciais, em dezembro de 2024, para 19.469 unidades (residenciais e comerciais) no final do ano passado, demonstrando um crescimento de 30,8%. >
O levantamento considera como “unidades em produção” empreendimentos em diferentes fases, desde o lançamento comercial até as etapas de fundação, estrutura e acabamento, excluindo apenas projetos já concluídos ou suspensos. Além disso, a pesquisa acompanha o mercado imobiliário dos cinco principais municípios da Região Metropolitana da Grande Vitória (Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Viana) e reúne dados de 75 incorporadoras e construtoras que atuam nesses territórios.>
Dentre esses municípios, Vila Velha se firmou como um dos principais polos do setor e viu seu estoque de unidades em produção aumentar de 7.255 para 9.801 imóveis, representando um crescimento de cerca de 35% e concentrando a mais da metade (50,3%) de todas as unidades residenciais em produção na Grande Vitória e 49,1% das unidades comerciais. >
Na sequência, a Serra também apresentou desempenho relevante, com alta de aproximadamente 34,5%, passando de 3.549 para 4.776 unidades, enquanto Vitória registrou crescimento de 3.552 para 4.455 unidades. Já Cariacica apresentou uma queda pontual, passando de 529 para 437 imóveis no período. >
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O levantamento também mostrou que as incorporadoras ampliaram significativamente o número de novos empreendimentos lançados no mercado no segundo semestre. De julho a dezembro de 2025 foram lançadas 3.822 unidades na Grande Vitória, contra 2.690 no mesmo período do ano anterior, um crescimento de 42%. O número de empreendimentos lançados, no total, foi de 138 residenciais e 52 com unidades comerciais (isso significa que nessa contagem estão inclusos empreendimentos residenciais com unidades de lojas ou salas, portanto, se somassem os dois, alguns ficariam duplucdos>
Apesar do cenário positivo em lançamentos e volume de obras, a velocidade de vendas apresentou desaceleração. A venda sobre oferta (VSO), indicador imobiliário que mede a porcentagem de imóveis vendidos em relação ao total ofertado em um determinado período, mostrou que a média mensal caiu de 6,7% para 5,6% no indicador de empreendimentos de médio e alto padrão (MAP) e de 7,9% para 6,4% nos empreendimentos econômicos (ECO), enquadrados no programa habitacional federal Minha Casa, Minha Vida. >
Na prática, isso indica que, embora haja mais imóveis disponíveis no mercado, o ritmo de absorção não acompanhou o crescimento da oferta. Ainda assim, o índice de unidades vendidas em relação ao total produzido se manteve relativamente estável, passando de 74,3% para 74,9%. >
"Não é um cenário de crise, mas também não é um cenário de aquecimento. Podemos afirmar que a velocidade se manteve num nível relativamente saudável, mesmo num cenário em que mais se lançou do que entregou, que é o caso deste segundo semestre de 2025", pontua Eduardo Borges, diretor do Sinduscon-ES.>
Além do censo, uma pesquisa complementar realizada com incorporadoras do setor indica que a maioria das empresas prevê ampliar a quantidade de lançamentos imobiliários na Grande Vitória em 2026. O estudo ouviu 20 empresas responsáveis por cerca de 70% das unidades em produção no mercado local e, destas, 11 estão prevendo expansão da atividade.>
A expectativa para este ano é de que 6.664 unidades residenciais cheguem ao mercado, com Vila Velha assumindo a liderança novamente, com 2.540 unidades. Em sequência estão a Serra (2.310), Vitória (1.146), Cariacica (488) e Guarapari (180).>
Com isso, o cenário aponta para um mercado em expansão, mas com desafios importantes. Entre os principais entraves citados por incorporadoras na pesquisa, estão fatores que limitam o aumento ainda maior dos lançamentos, como a falta de mão de obra e a alta nas taxas de juros, registrada no último ano. >
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