Vivemos preocupados com a primeira impressão.
Escolhemos a roupa certa para a entrevista de emprego, ensaiamos respostas antes de um encontro, pensamos no sorriso ideal, no aperto de mão firme, nas palavras que podem abrir portas.
Afinal, quem não deseja ser aceito? Pertencer continua sendo uma das necessidades mais profundas do ser humano.
Mas, curiosamente, quase ninguém fala da última impressão.
Chegar desperta expectativas. Partir revela essência.
É quando um ciclo termina que mostramos quem realmente somos, sem o brilho da novidade ou o esforço para conquistar um lugar.
Nem sempre as despedidas acontecem como gostaríamos. Há finais marcados por frustrações, desencontros e até decepções. Ainda assim, a forma como escolhemos sair diz muito sobre nós.
A elegância não está apenas no modo de entrar em um ambiente, mas também na maneira de deixá-lo.
As pessoas podem até esquecer o encanto da primeira conversa, mas dificilmente esquecem como foram tratadas no fim.
É a despedida que costuma permanecer na memória.
Por isso, acredito que saber sair pode ser tão importante quanto saber chegar. Talvez até mais.
Nem toda porta precisa ser batida para marcar uma posição.
Algumas podem ser fechadas com delicadeza, respeito e gratidão.
Vale lembrar
Luciana Almeida é colunista de HZ. As opiniões, análises e recomendações expressas em seus textos são de sua exclusiva responsabilidade e não refletem, necessariamente, o posicionamento editorial de HZ ou da Rede Gazeta.